Crédito: uso consciente evita descontrole

Pesquisa revela que 55% dos consumidores inadimplentes estão com o "nome sujo" por descontrole financeiro. Como evitar a situação?

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SÃO PAULO – Pesquisa da Telecheque, divulgada nesta segunda-feira (10), mostra que 55% dos consumidores com restrições nos cadastros de proteção de crédito entre julho e agosto deste ano estão nesta situação por causa do descontrole financeiro.

Segundo a entidade, a oferta maciça do crédito nos últimos anos é uma das principais causas da inadimplência.

Diante deste cenário, como usar o crédito de forma consciente, com planejamento, e sem perder o controle?

Crédito consciente

A facilidade do crédito não é ruim e não se pode, sempre, tratar o crédito como sinônimo de inadimplência. No entanto, usar o crédito de forma consciente significa planejar o uso do dinheiro, avaliando a real necessidade do consumo e analisando as condições de contratação do crédito.

De acordo com o Instituto Akatu, essas ofertas de crédito só devem ser realizadas para viabilizar negócios de oportunidade, como a compra de um item essencial, por exemplo, ou para resolver imprevistos financeiros.

No entanto, para evitar o descontrole, o ideal é não comprometer mais do que 10% da renda com o crédito. Por exemplo: uma pessoa que ganha R$ 1.000,00 não deve tomar empréstimos cujas parcelas sejam maiores do que R$ 100.

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Além disso, vale lembrar que, quando se fala em crédito, é importante incluir nesta situação, também, o limite do cheque especial e o cartão de crédito. Assim, nunca considere como renda esses limites oferecidos pelos bancos. “Não corra o risco de confundir dinheiro disponível (dinheiro que é seu) com dinheiro que estão querendo lhe alugar”, ensina o Instituto Akatu, em cartilha sobre o Uso Consciente do Dinheiro e do Crédito.

Antes de contratar

Para não ser lesado e transformar o que parecia uma solução em um grande problema, o Procon-SP dá algumas dicas que devem ser tomadas antes de contratar um empréstimo: