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SÃO PAULO – Diante de recursos mais escassos, devido à crise financeira norte-americana, os bancos tendem a diminuir a oferta de crédito, o que deve elevar as taxas de juros. Mesmo assim, a inadimplência entre pessoas físicas deve se manter em padrões aceitáveis no próximo ano, apesar de um ligeiro aumento.
“Por enquanto, o Brasil está numa posição favorável. Isso [aumento da inadimplência] só aconteceria se tivéssemos uma desaceleração acentuada da atividade econômica”, afirmou o economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Rubens Sardenberg.
Taxa de inadimplência total
Conforme afirmou o economista, com base em dados do Banco Central, 92,9% das operações de crédito total (pessoas físicas e jurídicas) no Brasil, em agosto deste ano, eram de risco normal, aquelas em até 60 dias de atraso. “E não tem tido variação significativa”.
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Possível risco
Conforme afirmou o economista-chefe da Febraban, o que eleva a taxa de não-pagamento das dívidas é uma inflação acelerada, o que não está acontecendo, e uma desaceleração brusca da atividade econômica, que provoca desemprego. “O Banco Central tem números positivos do comportamento da atividade econômica”, disse.
De acordo com ele, em momentos de instabilidade, como o vivenciado, os bancos se tornam mais criteriosos na concessão de crédito, o que também impede um avanço da inadimplência.
Sanderberg afirmou que “não traça um paralelo” entre a inadimplência aqui no Brasil e a que levou à crise nos Estados Unidos, uma vez que o crédito concedido naquele país era de muito risco, o que não acontece no mercado nacional.