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Consumo: baixa renda tem as mesmas aspirações de clientes de alta renda

O potencial de consumo da população de baixa renda é enorme em diversos segmentos, afirma sócio-diretor da Partner

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SÃO PAULO – As classes de baixa renda estão se tornando ótimas oportunidades de negócio. A afirmação é do sócio-diretor da Partner Conhecimento, Álvaro Musa.

“O potencial de consumo da população de baixa renda é enorme em diversos segmentos: eletrodomésticos, vestuário, eletrônicos, veículos e até imóveis. No entanto, para que este consumo seja efetivo, este público depende essencialmente de crédito. E, na esteira desta demanda, alguns produtos despontam grandes oportunidades de negócios, como cartões de crédito, seguros, crédito pessoal e consignado”.

Produtos

Por isso vários produtos têm atraído esses consumidores recentemente. O cartão de crédito é um deles.

O gerente-geral da MasterCard, José Reinaldo Tosi, explica que o mercado de meios eletrônicos de pagamento no Brasil vive uma onda de mudanças positivas para esta faixa da população, e destaca, entre elas, o parcelamento sem juros no cartão de crédito.

“O brasileiro utiliza cada vez mais esta modalidade de pagamento. Há 10 anos, a prática representava 2% do volume movimentado com os cartões. Hoje, representa mais de 50% das transações”.

Mas não são somente os cartões que têm conquistado estes consumidores. O segmento de seguros é outro que aposta forte na baixa renda.

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O diretor de marketing da Marsh Affinity, Marcelo Teixeira, explica que produtos massificados, como garantia estendida e proteção financeira, encabeçam a lista dos mais vendidos para este público.

“Assim como nas outras camadas sociais há necessidade de proteção do patrimônio, a classe emergente também quer proteger seus bens. Por isso, os seguros que quitam prestações em caso de desemprego, morte ou doença e aqueles que prolongam a garantia de produtos são bem aceitos”, comenta. Atualmente, dos 5 milhões de clientes da corretora, 85% possuem algum tipo de seguro via cartão.

Mercado

No entanto, Álvaro Musa afirma que, para alcançar esse público, é preciso ter produtos criados exclusivamente para eles. “É preciso entender as demandas da classe de menor poder aquisitivo para desenvolver produtos que atendam a estas necessidades.

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“Outro ponto fundamental é trabalhar o consumo consciente, tanto pelo lado do risco na concessão de crédito das instituições como pela saúde financeira do cliente”, afirma.

O gerente da MasterCard concorda e afirma que, para lançar produtos para a baixa renda, é preciso entender que esta camada da população tem as mesmas aspirações do público de maior poder aquisitivo. Para ele, esses consumidores também gostam de fidelização, por exemplo. “Mas não adianta ofertar milhagem, se o cliente nunca viaja de avião. É preciso ter ações que beneficiem o consumidor”.

Para o diretor de produtos da Serasa, Ricardo Loureiro, neste caminho, é fundamental o compartilhamento de informações. “O funcionamento dos cadastros positivos, que reúnem dados do comportamento de compras destes consumidores, é essencial em todos os níveis, na prospecção do cliente, na concessão do crédito, na gestão de carteiras, na retenção e recuperação deste cliente. Através deles, é possível conhecer o grau de endividamento desta população e ofertar produtos realmente adequados”, ressalta.