Consumidor ainda sentirá dificuldades nos atendimentos via call centers

Medidas são inéditas e não tem precedentes em nenhum outro país; porém, "sucesso não será imediato", diz ministro

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SÃO PAULO – Os SACs (Serviços de Atendimento ao Consumidor) contam com novas regras desde a última segunda-feira (1). Apesar disso, o consumidor ainda encontrará problemas de atendimento nestes serviços.

“Nem tudo será um mar de rosas, certamente teremos muitas deficiências, mas essas deficiências poderão ser corrigidas paulatinamente”, afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, conforme publicado pela Agência Brasil.

Segundo o ministro, as medidas são inéditas e não tem precedentes em nenhum outro lugar do mundo. Porém, destacou ele, “o sucesso não será imediato”, portanto algumas providências estão sendo tomadas para monitorar o cumprimento da Lei.

Providências

A primeira dessas providências é a realização do Barômetro, um sistema que tem como objetivo medir a adequação das empresas à regra, por meio de questionários respondidos pelas próprias.

Além disso, o Sindec (Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor), que registra, nos Procons em todo o país, as queixas dos consumidores, foi reformulado. E a terceira, mas não menos importante, foi a criação de um site na internet que reúne todas as informações sobre as novas regras para consulta pelos consumidores, no endereço www.conquistadoconsumidor.com.br.

Defesa do consumidor

Para comprovar se as novas normas estavam sendo cumpridas, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) ligou e visitou páginas na internet de várias empresas. Entre as mais problemáticas estavam o setor aéreo, onde uma companhia deixou o cliente esperando por sete minutos para ser atendido.

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Já os bancos apresentaram irregularidades em suas páginas eletrônicas, pois alguns não deixavam claro qual número o usuário deveria procurar e outros, ao contrário do diz as novas normas, não ofereciam os serviços por 24 horas.

Por outro lado, as empresas de telefonia móvel não apresentaram dificuldades no atendimento ao consumidor.

“A norma é vigente, as empresas têm obrigação de prestar um serviço de alta qualidade, mas nós estamos prevendo que nem todas estarão adequadas, então o que o consumidor tem que fazer é reclamar, se queixar, e nós, fiscalizarmos”, lembrou o ministro.