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SÃO PAULO – Os melhores educadores financeiros que as crianças podem ter são seus pais. Afinal, são eles os modelos perfeitos que os filhos têm no começo da vida, segundo explicou o especialista em educação financeira Álvaro Modernell. Mas, muitas vezes, os adultos não sabem em que momento abordar o assunto ‘dinheiro’ com as crianças.
De acordo com o especialista, “a educação financeira deve ser prazerosa e não precisa necessariamente de livros, salas de aula ou professores experientes”. Uma maneira adequada de fazer isso, na opinião de Modernell, é aliar o interesse de seu filho à educação financeira. De que maneira?
Momento favorável
Confira abaixo como uma compra pode ser favorável para educar financeiramente o seu filho:
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
- Querer e precisar: se seu filho pede um tênis novo, como pai, você tem a função de ajudá-lo a perceber se isso é uma necessidade ou um desejo.
- Modelo e marca: de acordo com Modernell, é preciso fazer com que o filho tome consciência da situação financeira da família. “Tênis e chuteiras já se tornaram produtos de moda. Os últimos lançamentos costumam custar mais caro. Mas há várias opções que podem atender perfeitamente às necessidades. Se seu filho alegar que as novas versões têm tecnologias indispensáveis, lembre-o que as chuteiras que Pelé, Zico e Falcão usavam não tinham nada disso”.
- Qualidade e ética: qual imagem você quer passar para o seu filho? Então, nada de se render ao comércio ilegal para economizar dinheiro, arriscando a formação ética das crianças. Prefira gastar mais do que ajudar indiretamente práticas ilegais.
- Escolhas e renúncias: de acordo com Modernell, toda a escolha implica em renúncias, por isso, é preciso fazer com que seu filho saiba que, se escolher o tênis, vai ter de abrir mão de comprar uma bola, por exemplo. Assim, ele aprende melhor o valor das escolhas.
- Quem guarda sempre tem: isso não quer dizer apenas que quem junta dinheiro sempre tem em casos de necessidades. Significa, além disso, que é preciso conservar os bens que se possui, usando-os ao máximo, aproveitando cada real que foi gasto.
- Planejamento: devem ser privilegiados os desejos de seu filho de longo prazo, não aqueles de última hora, como o novo brinquedo que ele viu na televisão, pediu, mas depois não comentou mais sobre o assunto. “Uma bola pela qual se espera alguns dias ou semanas certamente será mais valorizada do que outra que é comprada no instante que é vista numa vitrine pela primeira vez”, destacou.
- Forma de pagamento: ensine seu filho a pedir descontos e negociar melhores condições de compra.