Como manter controle de suas finanças, evitando a inadimplência

Comece economizando nas pequenas coisas; estabeleça metas periódicas e, quando preciso, reveja seus hábitos

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SÃO PAULO – Existem muitas razões que levam uma pessoa a atrasar o pagamento das suas contas. Em alguns casos, a situação é apenas temporária e não exige muito esforço para ser corrigida. Mas, em outros, ela reflete incapacidade de se controlar as próprias finanças.

Nos casos em que a situação não é temporária, é preciso investir na mudança de alguns hábitos financeiros. O primeiro deles é o de tomar consciência de que dinheiro não é elástico, e que, portanto, seu uso precisa ser controlado.

Planeje em conjunto

Lembre-se que cabe a você garantir a sua independência financeira, o que só é possível se conseguir poupar uma parte daquilo que ganha. Porém, para que você consiga poupar de maneira consistente é preciso antes investir no entendimento do seu padrão de gastos. Quais deles são absolutamente necessários, e quais são dispensáveis e podem ser cortados?

Se você já constituiu família, reúna seu cônjuge e filhos e faça um levantamento detalhado de todos os gastos; não deixe nada de lado. Com uma idéia clara do orçamento da família, você e seu cônjuge já podem, juntos, estabelecer metas de corte no orçamento, assim como estabelecer um planejamento do quanto podem economizar todos os meses.

Definida a quantia a ser economizada, discuta o que pretendem alcançar com esta quantia, e estabeleçam a forma como pretendem investir. Se seus filhos já tiverem idade suficiente, eles podem participar das discussões, o que ajuda e muito na educação financeira.

Comece pelas pequenas coisas

Planejar envolve estabelecer metas e traçar objetivos. Para ser bem sucedido, você precisa constantemente rever estas metas e ser realista sobre os progressos que está fazendo. A melhor forma de fazer isso é estabelecer metas para vários períodos de tempo: curto, médio e longo.

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O estabelecimento de metas periódicas mantém a motivação, já que você sente que os esforços estão surtindo efeito. Estabelecer como meta poupar R$ 1 milhão em 20 anos parece algo inatingível. Porém, se isso for expresso em termos de metas periódicas, como atingir R$ 30 mil em dois anos, R$ 95 mil em cinco anos e assim por diante, parece mais factível.

Lembre-se que, para alcançar o objetivo de longo prazo, é preciso alcançar as metas intermediárias. Em outras palavras, não se desanime pela dimensão da tarefa. Comece pequeno, economizando com pequenas coisas. Não se esqueça que estamos falando do dinheiro que você ganhou com o seu suor, portanto, cada centavo economizado, ou poupado, vale muito. Mais ainda: poupar faz bem para a auto-estima, pois mostra que você tem controle da sua situação financeira.

Algumas dicas de economia são o uso racional do celular, levar comida de casa ao invés de almoçar sempre fora no trabalho, fechar a torneira para evitar gasto desnecessário de água, diminuir a chama do fogão quando os alimentos ferverem, apagar a luz toda vez que sai do recinto e, é claro, pesquisar sempre preços.

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Estabeleça limites

Resistir ao impulso de consumir é uma tarefa cada vez mais difícil. Bombardeados constantemente pela mídia, que nos convence da importância de consumir alguns bens, fica difícil não ser convencido da necessidade de realizar hoje um sonho de consumo, que poderia ser realizado em alguns meses, com menos custo financeiro, com um pouco de planejamento.

Existem várias formas de evitar este tipo de tentação. Uma delas é estabelecer uma meta de gasto mensal, e sacar este dinheiro do banco no início do mês, evitando gastar mais do que isso. Nossa intenção não é evitar que você consuma, mas sim estabelecer limites para o consumo por impulso.

Nunca considere o limite do cheque especial ou do cartão como renda adicional, da mesma forma que conta com o seu salário. Caso esteja endividado, evite acumular novas dívidas. Com base em uma análise detalhada do seu orçamento, estabeleça um plano de quitação gradual deste saldo. Durante este processo só compre à vista e corte todos os supérfluos possíveis.

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Se seus gastos estão acima do padrão que o seu salário permite, busque outras formas de renda. Se isso não for possível, reveja seus hábitos. Caso contrário, mais cedo ou mais tarde você vai acabar dando calote em alguém.