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Barueri, cidade localizada na Grande São Paulo, é o município mais caro do país para quem vive de aluguel, conforme dados do Índice FipeZAP divulgados nesta quinta-feira (15).
De acordo com o levantamento, o valor médio do aluguel na cidade é de R$ 70,35 por metro quadrado. Isso significa que um imóvel de 50 m² custa cerca de R$ 3.517,50 por mês, um aumento em relação aos R$ 3.270 registrados em 2024.
Barueri mantém a liderança nacional desde 2022, reflexo da expansão imobiliária focada ao público de alta renda, impulsionada especialmente durante a pandemia de Covid-19. O destaque fica para Alphaville, bairro da cidade que concentra condomínios de luxo e centros empresariais, responsável por puxar para cima a média de preços da região.
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O Índice FipeZAP, responsável por registrar o preço médio dos aluguéis de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, divulgou nesta quinta os dados referentes a dezembro de 2025.
Depois de Barueri, a segunda cidade com aluguel mais caro do país é Belém, capital do Pará, onde o metro quadrado custa em média R$ 63,69, o que equivale a R$ 3.184,50 por mês para um imóvel de 50 metros quadrados. Em seguida aparece São Paulo capital, com R$ 62,56 por metro quadrado e R$ 3.128 mensais para o mesmo tamanho de imóvel.
Já quando se trata da outra ponta, os municípios com aluguéis mais baixos estão concentrados nas regiões Sul e Nordeste: Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem o menor custo do país, com R$ 22,42 por metro quadrado, valor que corresponde a R$ 1.121 por um imóvel de 50 m². Logo depois vêm Teresina, Piauí, com R$ 26,62 por metro quadrado (R$ 1.331 mensais), e Aracaju, capital de Sergipe, onde o preço médio é de R$ 27,97 por metro quadrado, o que representa R$ 1.398,50 por mês.
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Veja o ranking completo, com preço médio por m²:
- Barueri (SP) – R$ 70,35
- Belém (PA) – R$ 63,69
- São Paulo (SP) – R$ 62,56
- Recife (PE) – R$ 60,89
- Florianópolis (SC) – R$ 59,77
- Santos (SP) – R$ 57,95
- São Luís (MA) – R$ 57,69
- Rio de Janeiro (RJ) – R$ 54,96
- Maceió (AL) – R$ 54,86
- Vitória (ES) – R$ 52,10
- Salvador (BA) – R$ 51,51
- Brasília (DF) – R$ 50,77
- Campinas (SP) – R$ 50,68
- Belo Horizonte (MG) – R$ 48,76
- Manaus (AM) – R$ 48,07
- João Pessoa (PB) – R$ 47,64
- Curitiba (PR) – R$ 46,42
- Cuiabá (MT) – R$ 46,31
- São José dos Campos (SP) – R$ 45,53
- Porto Alegre (RS) – R$ 44,53
- Praia Grande (SP) – R$ 43,61
- São José (SC) – R$ 42,12
- Goiânia (GO) – R$ 41,42
- Santo André (SP) – R$ 40,83
- Natal (RN) – R$ 40,61
- Guarulhos (SP) – R$ 39,80
- Joinville (SC) – R$ 37,11
- Fortaleza (CE) – R$ 37,10
- São Bernardo do Campo (SP) – R$ 37,06
- Niterói (RJ) – R$ 36,03
- Campo Grande (MS) – R$ 31,74
- Ribeirão Preto (SP) – R$ 31,35
- São José do Rio Preto (SP) – R$ 29,97
- Aracaju (SE) – R$ 27,97
- Teresina (PI) – R$ 26,62
- Pelotas (RS) – R$ 22,42
Fonte: FipeZap
Mais de R$ 2.500 por 50 m²
De acordo com o levantamento mais recente do Índice FipeZAP, referente a dezembro de 2025, o valor médio dos novos aluguéis nas 36 cidades pesquisadas alcançou R$ 50,98 por metro quadrado. Isso significa que quem aluga um imóvel de 50 m² paga, em média, R$ 2.549 mensais. O montante é R$ 143 maior do que o registrado um ano antes, quando o custo médio nacional era de R$ 2.406.
Os aluguéis residenciais registraram aumento médio de 9,44% em 2025, conforme o Índice FipeZAP, mostrando desaceleração em relação ao avanço de 13,50% no ano anterior. Mesmo assim, o reajuste ficou bem acima da inflação oficial, medida pelo IPCA, que foi de 4,26% no período. Em termos reais, ou seja, descontada a inflação, a alta efetiva chegou a 4,97%.
O desempenho reflete a força da economia brasileira, sustentada por um mercado de trabalho mais aquecido. A taxa de desemprego atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível desde o início da série da PNAD Contínua, em 2012. Esse cenário manteve o poder de compra da população e deu espaço para reajustes acima da inflação.
A expectativa é de que os preços continuem subindo no primeiro semestre de 2026, ainda que em um ritmo mais brando. Alguns fatores importantes para essa desaceleração são o aumento do salário mínimo acima da inflação e as mudanças no Imposto de Renda, que ampliam a isenção para quem ganha até R$ 5 mil e reduzem descontos para faixas até R$ 7.350, devem sustentar a demanda.