Cartões e orçamento: o que fazer com os comprovantes emitidos em cada transação?

Segundo a Abecs, é preciso conferir se o valor cobrado está correto e depois é permitido jogá-los no lixo

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SÃO PAULO – De acordo com a Abecs (Associação Brasileira de Empresas das Cartões de Crédito e Serviços), o número de cartões no Brasil atingiu 466 milhões no primeiro semestre de 2008, quando foram realizadas 2,829 bilhões de transações.

E em meio a tantos plásticos, de débito, crédito, de lojas, entre outros, os consumidores ficam sem saber o que fazer com os comprovantes emitidos em cada transação. Afinal de contas, é preciso guardá-los ou eles podem ser jogados fora?

Apenas para controle

Conforme explica o diretor de comunicação da Abecs, Marcelo Noronha, assim que recebem um comprovante de transação com cartão, os consumidores devem conferir se o valor cobrado está correto, bem como o número de parcelas etc.

No entanto, Noronha afirma que não é preciso guardá-los. “Sempre vale a pena rasgá-los antes de colocar no lixo, mas normalmente não há dados disponíveis nestes comprovantes que podem levar a fraudes”, ensina.

Despesas e garantias

Ainda segundo o diretor de comunicação da Abecs, os comprovantes emitidos nas transações com cartões não servem para os clientes reclamarem de cobranças indevidas ou de valores maiores lançados na fatura.

“Caso haja divergências, haverá uma avaliação junto ao estabelecimento comercial em questão, que deve possuir uma das vias da transação. Além disso, o recibo eletrônico da transação fica em arquivo”, esclarece Noronha.

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Em relação à função de assegurar a garantia de um produto ou serviço, o especialista diz que geralmente isto é feito por meio da nota fiscal e de comprovantes específicos, e não por meio dos comprovantes de transações de cartões.