Cartão de crédito: insatisfação com taxas de juros é maior entre clientes de alta renda

Segundo levantamento da CardMonitor, 53% das pessoas com renda superior a R$ 9,5 mil se dizem insatisfeitas com as taxas de juros

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SÃO PAULO – Quanto maior a renda e maior o acesso à informação, maior a insatisfação com as taxas de juros cobradas no cartão de crédito.

De acordo com um levantamento efetuado pelo Instituto Medida Certa Pesquisa & Gestão e a CardMonitor, 53% das pessoas com renda média mensal familiar superior a R$ 9,5 mil se dizem insatisfeitas com as taxas de juros cobradas pelas operadoras de cartão de crédito.

Entre aqueles que recebem entre R$ 3,1 mil e R$ 9,5 mil por mês, 46% estão insatisfeitos com as taxas de juros do cartão de crédito. Já entre as pessoas com renda entre R$ 1,1 mil e R$ 3,1 mil, o percentual de insatisfeitos recua para 36%, enquanto na faixa de renda de até R$ 1,1 mil por mês, este percentual cai para 32%.

Clientes satisfeitos
Por outro lado, para os entrevistados com renda acima de R$ 9,5 mil por mês, apenas 19% estão satisfeitos em relação às taxas de juros do cartão de crédito e 28% possuem restrições em relação a estas taxas.

Na faixa de renda entre R$ 3,1 mil e R$ 9,5 mil, a satisfação aumenta para 22% e a restrição em relação às taxas fica em 32%. Já os que recebem de R$ 1,1 mil e R$ 3,1 mil por mês, 30% estão satisfeitos com as taxas de juros e 36% têm restrições, enquanto entre os de renda de até R$ 1,1 mil, mais de um terço (37%) estão satisfeitos e 31% possuem restrições.

Anuidades e demais tarifas cobradas
Em relação às taxas de anuidade e demais tarifas cobradas, sem considerar a classe social do entrevistado, a pesquisa constatou que 43% da população está satisfeita com as taxas cobradas pelo cartão de crédito.

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Entretanto, este número mostra uma redução em relação à satisfação dos clientes, já que na pesquisa de 2009, o percentual de “satisfeitos” alcançou 47% e em 2008, era de 48%.

O número de insatisfeitos com estas taxas, por sua vez, aumentou de 22% em 2009 para 26% nesta pesquisa. Em 2008, havia sido 24%.

Já aqueles que possuem restrições em relação a estas taxas se manteve igual a 2009 (31%) e registrou alta na comparação com 2008, quando era de 28%.

Pesquisa
O estudo foi realizado nas regiões metropolitanas de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Manaus, além de uma substancial amotragem do interior de São Paulo.

Foram entrevistadas 5,1 mil pessoas, divididas em: 11% de domicílios com renda abaixo de mil reais, 41% com renda entre mil e três mil reais, 37% com renda de três a nove mil reais e 12% com renda de mais de nove mil reais.

Diego Lazzaris Borges

Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip