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SÃO PAULO – Não é apenas a valorização do Real frente ao dólar que garante aumento nas compras internacionais com o cartão de crédito, mas também a mudança de hábito do consumidor brasileiro. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (30) pelo diretor de Marketing da Cartões Itaú, Fernando Chacon, enquanto apresentava pesquisa mostrando que 2,1% do volume movimentado com o plástico é feito fora do País.
“O crescimento das compras internacionais segue o patamar da indústria como um todo”, justificou. De 2003 ao início deste ano, a moeda norte-americana perdeu 33% de seu valor, enquanto que a média anual de transações fora do país aumentou em 19,6%. O faturamento das operadoras do plástico de maneira geral, por sua vez, cresce a uma média de 20% ao ano desde 1994.
Evolução
“Assim como ocorre com o cheque, o consumidor privilegia em suas viagens o cartão de crédito ao cheque de viagem e ao dólar”, comparou o diretor de Marketing. Para este ano, são esperadas 7,8 transações internacionais por cartão ativado.
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Em 2003, eram 400 mil plásticos que garantiam transações no exterior, total que deve crescer quase 200% até o final deste ano, quando serão 1,2 milhão de unidades com a tecnologia. Em relação ao faturamento, a expansão estimada, no mesmo intervalo de tempo, é de 123%, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,7 bilhões.
No mesmo intervalo de tempo, subiu de 0,9% para 1,3% o total de cartões que garantiam compras internacionais, dentro do universo geral de plásticos. “Apesar do faturamento das compras internacionais aumentar 2,2 vezes em cinco anos, a participação sobre o total ainda é pequena”, finalizou Chacon.