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Carros antigos e baratos são recusados pelas seguradoras

Fazer seguro de carro antigo pode sair tão caro quanto uma apólice para veículos de coleção; custo das apólices chega a ser três vezes maior

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SÃO PAULO – A violência crescente em todo o país acaba fazendo com que as pessoas procurem de todas as formas proteger seu patrimônio, e o seguro de carro é, sem dúvida, um dos itens mais requisitados por quem quer garantir pelo menos um pouco de tranqüilidade no dias de hoje.

A demanda pelo produto não chega a surpreender, uma vez que cresce cada vez mais o número de sinistros no segmento auto, o que tem refletido diretamente no preço das apólices. Resumindo, quanto maior o risco, mais você gasta para ter o seu carro segurado.

Contudo, nem sempre o seguro pode ser a melhor escolha, isto porque fazer seguro de carro antigo pode sair tão caro quanto uma apólice para veículos de coleção. O principal problema no que se refere ao alto valor dessas apólices diz respeito ao custo de reposição de peças que costuma ser muito caro. Além disso, dependendo do modelo, o risco de roubo também é grande.

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Custo triplicado

Para se ter uma idéia, a maioria das seguradoras não aceita carros com mais de dez anos de fabricação. Há algumas exceções para aqueles que já são clientes, contudo, ainda esses precisam ter seu perfil analisado pela empresa. O custo das apólices de carros antigos e baratos chega a três vezes o valor da apólice do mesmo modelo mais novo.

E a desvantagem está exatamente nesse custo. Isto porque caso um carro muito barato seja batido é bastaste provável que acabe sofrendo perda total. Não necessariamente pela dimensão do “estrago”, mas pelo valor do conserto que pode, inclusive, superar o valor do veículo. No caso de haver conserto, a reposição de uma porta, por exemplo, sai muito caro, sem agregar nenhum valor ao carro, o que torna o procedimento inviável.

“Desmontadoras” legalizadas

O vice-presidente de automóveis da Sul América Seguros, Júlio Avellar, defende a criação de “desmontadoras de veículos” legalizadas para atender à demanda de carros com mais de dez anos de fabricação, a partir da compra de peças de reposição fornecidas pelas próprias desmontadoras.

Ele acredita que com a compra de peças mais baratas, o mercado segurador desses veículos poderia começar a crescer. Segundo Avellar, cerca de 30% da frota brasileira é formada por veículos com mais de dez anos de fabricação, o que corresponde a nada menos do que 10 milhões de carros. Certamente um mercado promissor do ponto de vista das seguradoras.