Brisanet arremata lotes de 5G e também ganha status de operadora de telefonia móvel

Companhia conquistou lotes para ofertar internet de quinta geração nas regiões Nordeste e Centro-Oeste

Dhiego Maia

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GONÇALVES (MG) — A Brisanet Serviços de Telecomunicações (BRIT3) tornou-se, nesta quinta-feira (4), mais uma operadora de telefonia móvel no país, após arrematar blocos da licitação de oferta da tecnologia 5G. O leilão do 5G é realizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

A empresa, considerada a maior operadora de internet do Nordeste, arrematou um primeiro lote de 80 MHz da faixa de 3GHz para levar o 5G à região Nordeste do país. Com a oferta de R$ 1,2 bilhão, a proposta da Brisanet obteve um ágio de 13.741%.

A companhia também arrematou outro lote, de 80 MHz da mesma faixa, para disponibilizar 5G na região Centro-Oeste, com oferta de R$ 105 milhões. Já o lote de 5G, da região Norte e do estado de São Paulo, foi obtido pela Sercomtel, do Paraná.

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As vencedoras dos lotes regionais precisam levar 5G para municípios com menos de 30 mil habitantes e instalar cabos de fibra óptica.

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Winity e Cloud2U

Mais cedo, a Winity II Telecom Ltda também virou operadora de telefonia móvel após a conquista de um lote do leilão 5G da Anatel.

A operadora de telecomunicação ofereceu pouco mais de R$ 1,4 bilhão para o lote de abrangência nacional da faixa de 70 MHz — com 805% de ágio. A Winity concorreu com as empresas NK 108 e VDF.

A Cloud2U Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos foi outra que se tornou operadora de serviço móvel, após arrematar um lote para oferta de 5G nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e em parte de Minas Gerais.

Com oferta de R$ 405,1 milhões, a empresa desbancou a concorrente NK 108 e abocanhou o lote regional C7. A NK 108 havia proposto pagar R$ 27,8 milhões pelo lote.

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Regras do leilão

A abertura dos envelopes com as propostas de preço das empresas é feita por técnicos da comissão de licitação da Anatel.

Eles analisam todas as propostas encaminhadas pelas companhias. A conferência das informações busca saber em quais faixas de frequência existe competição e quais valores foram oferecidos por elas — vence quem apresentar o maior valor, segundo o edital.

As faixas de frequência licitadas são de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Também é analisado se as empresas interessadas no leilão se comprometem em cumprir com os requisitos mínimos do edital. Só a partir disso, as proponentes estão aptas a seguir na disputa.

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Dhiego Maia

Subeditor de Finanças do InfoMoney. Escreve e edita matérias sobre carreira, economia, empreendedorismo, inovação, investimentos, negócios, startups e tecnologia.