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SÃO PAULO – Com mais dinheiro no bolso, os brasileiros estão gastando com itens que proporcionam melhor qualidade de vida, como habitação, vestuário, alimentação fora do lar e lazer. A conclusão é do estudo “Mais Consumo, Maior Condição de Vida”, da LatinPanel, divulgado nesta quinta-feira (08).
Os dados, colhidos em 8.200 domicílios e com 24 mil indivíduos, mostram que a renda média do brasileiro cresceu 5% frente a 2006 e chegou a R$ 1.463. O gasto ficou em R$ 1.417 mensais.
“Este ano, a situação ficou ainda melhor e, com mais dinheiro no bolso, as famílias e domicílios ampliaram o poder de compra”, disse Margareth Utimura, diretora de atendimento e inovação da LatinPanel.
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Qualidade de vida
Os brasileiros gastaram mais 9% este ano com habitação, em média, na comparação com 2006, o que fez a despesa representar 13,4% do orçamento doméstico. O gasto com a casa passou de R$ 2.365 no ano passado para R$ 2.588 este ano.
Com seguros de imóveis, a alta foi de 28% na comparação anual. No mesmo período, a alta com material para reformas foi de 19%; com condomínio, de 14%; com aluguel, 10%; e com prestações da casa própria, 5%.
Os consumidores também compraram mais vestuário: 11% de crescimento na comparação com 2006. A parcela destinada às roupas passou de R$ 1.088 no ano passado para R$ 1.237 este ano. Com isso, a despesa responde por 6,4% do orçamento.
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Refeições e lazer
A pesquisa ainda mostrou alta nos gastos com alimentação fora do lar, com crescimento de 8% no período analisado. Ela passou a representar 4,6% dos gastos totais das famílias. Apesar de fazerem mais refeições fora de casa, em São Paulo o item foi o maior causador da alta de preços da cesta de alimentos no custo de vida.
Segundo revelou o ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos), enquanto no período de 2004 a 2007 a cesta de alimentação subiu 16,9%, os preços da refeição feita fora de casa tiveram incremento de 28,1%, o que a caracteriza como vilã do bolso do consumidor da cidade.
Os gastos com lazer tiveram incremento de 7% no período analisado, item que passou a responder por 4,3% do orçamento dos domicílios.