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Quando ouve falar em orçamento, você logo se desaponta. Afinal, já elaborou a sua planilha, mas não viu resultados por enquanto. Pois aí está a resposta que aguardava: não basta apenas controlar suas despesas, é preciso criar o hábito de refletir sobre elas!
Você tem idéia de quantas contas paga todos os meses? Provavelmente não, porque é comum termos muitas despesas, o que dificulta qualquer controle. Monitorar todos esses pagamentos é uma tarefa difícil e pode levá-lo a se desviar do seu objetivo principal que não é apenas reduzir, mas melhorar a qualidade dos seus gastos.
Abaixo, selecionamos algumas dicas de como fazer o seu orçamento funcionar. Acompanhe, passo a passo:
- Tenha metas realistas
Assim como em uma dieta, de nada vai adiantar você se impor limites impossíveis, pois a tendência é desanimar logo. Planejar cortar todos os gastos com lazer, ou reduzir suas despesas de alimentação pela metade, simplesmente fazendo uma refeição a menos, não é uma meta realista.
Ao invés de tentar cortar gastos em todas as categorias de despesas, foque nos itens que mais pesam no seu orçamento. Um corte de 5-10% nestas categorias pode fazer uma grande diferença e o esforço pode não ser tão grande. Experimente!
- Planeje-se para o inesperado
Controlar os gastos correntes mensais é importante, pois dá uma idéia do seu padrão de vida. Mas é importante planejar também os gastos anuais, como presentes de Natal, férias, manutenção de carro, IPVA etc. Como não ocorrem todos os meses, é fácil esquecer dessas despesas: faça as contas de quanto esses itens irão lhe custar. Planeje-se, de forma a montar uma reserva para essa finalidade.
- Coloque o seu plano no papel
Por mais determinado que você seja, é importante formalizar o processo de planejamento e definição de metas. Ao colocar no papel os seus planos e objetivos, você se lembra deles mais facilmente. Fica mais difícil de “esquecer” o que foi devidamente planejado.
- Não desanime com os obstáculos
Se, depois de três meses de sucesso alcançando suas metas, no quarto mês você derrapar, cedendo ao impulso e gastando mais do que deveria, atenção! Não use isso como desculpa para abandonar o seu planejamento: admitir fracasso e continuar nele não vai ajudá-lo a pagar as contas no final do mês!
Lembre-se: todos nós falhamos em algum momento de nossas vidas. Sendo assim, você não é o primeiro, nem o último. Abrir mão do que conquistou não vai ajudar em nada. Aprenda com os seus erros e siga em frente, nada de desanimar! - Tenha metas de curto prazo
Se você tem uma dívida grande no cartão, provavelmente tem como meta zerá-la. Mas é provável que isso demore algum tempo para acontecer. Neste caso, vale a pena estabelecer metas intermediárias, a cada dois meses, de redução da dívida. Desta forma você percebe o progresso e continua, senão corre o risco de desistir.
- Reveja periodicamente seu orçamento
Dedique um dia do mês para controlar o seu progresso e, se necessário, promover ajustes no seu plano. Caso esteja falhando em alguma área, procure entender o motivo. No início, até estabelecer este hábito, você pode reduzir este intervalo, chegando a observar os resultados a cada quinze dias, por exemplo.
- Não se esqueça de você
Quase todos nós temos como meta poupar, mas acabamos dando prioridade para outras despesas e, quando percebemos, não sobrou o suficiente. Só há uma forma de reverter isso: estabelecer algum tipo de poupança compulsória, destinando automaticamente uma parte a sua renda para investimentos.
Mas, lembre-se: é preciso encontrar o equilíbrio. Seu planejamento só irá dar certo se, além de uma mudança de atitude, você não se esquecer de se premiar de tempos em tempos. A idéia não é transformá-lo em um pão duro, mas ajudá-lo a equilibrar o prazer do consumo hoje, com os benefícios de se poupar para o futuro. Quanto antes você começar, melhor!
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