Pressão

Banco Central diz ter planos para manter PIX e Selic mesmo com greve de servidores

Greve começa a partir do dia 1º de abril; categoria busca reajuste salarial na casa de 26,3%, além da reestruturação da carreira de analista

Por  Equipe InfoMoney -

O Banco Central informou, nesta terça-feira (29), que tem planos de contingência para manter o funcionamento dos sistemas críticos para a população, os mercados e as operações das instituições reguladas, depois de servidores terem aprovado o início de uma greve por tempo indeterminado, a partir do dia 1º de abril.

Em nota, o BC citou entre as operações o PIX, o Sistema de Transferência de Reservas (STR) e a Selic.

Os servidores do BC vêm pressionado o governo por reajuste salarial na casa de 26,3%, além da reestruturação da carreira de analista.

Os funcionários da autoridade monetária já estavam fazendo paralisações diárias de quatro horas desde 17 de março, o que vinha atrasando a importantes divulgações como o Relatório Focus, o resultado do questionário pré-Copom, o fluxo cambial e a apuração diária da ptax.

Fábio Faiad, presidente do Sinal (o sindicato dos servidores do BC), diz que a greve foi aprovada por 90% dos 1,3 mil funcionários da ativa em assembleia realizada nesta segunda (28). “Daqui até 31 de março nós vamos continuar a operação-padrão, de quatro horas por tarde de paralisações […] e no dia 1º começa a greve”.

No fim do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu aumento de salário para policiais federais e rodoviários, mas até agora não oficializou o reajuste. A sinalização do presidente, no entanto, gerou insatisfação em diversas categorias que não seriam atendidas.

A posição inicial do presidente do BC, Campos Neto, era de que os reajustes não deveriam ser concedidos para nenhuma categoria. Questionado pelo Estadão, na quinta-feira (24), o representante da autoridade monetária disse que a instituição tem “esquemas de contingência” para continuar funcionando mesmo com a greve dos funcionários.

Com informações da Reuters

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