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Aumento de 43% no Dpvat é “injustamente” criticado, diz Susep e Fenacor

Segundo a Susep, o valor das indenizações já aumentaram 120%, enquanto o Dpvat ficou "apenas" 58% mais caro

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SÃO PAULO – Depois que foi anunciado um reajuste de 43% no preço do seguro obrigatório de veículo (Dpvat) para janeiro do ano que vem, o setor de seguros recebeu inúmeras críticas. Mas tanto a Susep (Superintendência de Seguros Privados) quanto a Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros) defenderam o aumento nesta quinta-feira (15).

Prejuízo

De acordo com o superintendente da Susep, René Garcia, este aumento é justificado porque o valor das indenizações aumentou 120% nos últimos dois anos, enquanto o Dpvat teria subido “apenas” 58% no mesmo período.

Os gastos com o pagamento de sinistro também teria aumentado 120% e causado um prejuízo de R$ 200 milhões.

“O Dpvat tem uma função social muito importante porque a cada ano cerca de 25 mil pessoas morrem nas estradas brasileiras. Nos Estados Unidos, o seguro chega a custar US$ 420”, garante Garcia.

Este aumento também se justifica porque o valor das indenizações por morte ou invalidez subiu para R$ 10,3 mil em janeiro e deve chegar a R$ 13,4 mil no ano que vem, muito em função dos processos (que exigem indenizações de 40 salários mínimos em média) movidos por familiares das vítimas acidentadas no trânsito.

“Essa questão não pode virar uma bandeira populista”, diz o presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Junior, que também rebate as críticas. Ele diz que o desequilíbrio desse tipo de carteira iria prejudicar as camadas mais pobres da população, que só disporiam dessa indenização em momentos de dificuldade.

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Dpvat e saúde pública

“Lembro que 50% da receita do Dpvat vão para o SUS, tendo papel relevante para a saúde pública no País”, observa Santos Junior, e conclui: “Temos de ter responsabilidade, que é uma obrigação das pessoas que ocupam cargo de liderança no setor”.