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SÃO PAULO – Além de o final do ano ser característico por consumidores “limparem o nome”, a fim de fazer mais financiamentos para a compra de Natal, o período também é marcado pela diminuição do índice de inadimplência nas escolas particulares. A Federação Nacional das Escolas Particulares estima que a proporção de devedores, que até outubro somava uma média de 13%, caia para algo em torno de 4% no último mês do ano.
“As pessoas precisam renovar a matrícula na escola, então fazem acordos com a administração para que elas ou seus filhos tenham a vaga garantida no ano seguinte. Isso é uma tendência normal”, explicou o presidente da entidade, José Augusto de Mattos Lourenço.
Obrigação
A entrada do décimo terceiro – cuja primeira parcela é paga até 30 de novembro e a segunda, até 20 de dezembro – ajuda a garantir esse acordo.
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Vale lembrar que as entidades de ensino não são obrigadas a matricular alunos inadimplentes. Conforme órgãos de defesa do consumidor, durante o ano ou o semestre letivo, o devedor não pode ser impedido de estudar, nem sofrer qualquer tipo de discriminação, por não estar em dia com o pagamento.
Peso no orçamento
No âmbito do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), cerca de 6% do orçamento das famílias vai para gastos com educação.
Além disso, para o ano que vem, está previsto um aumento de até 10% nas mensalidades de entidades de ensino fundamental e pré-escola.