Até 2011, usuário poderá pagar transporte público e compras com um único cartão

Cartão que concentra todos os benefícios, como vale-transporte, vale-refeição e vale-alimentação, já é utilizado em Fortaleza

SÃO PAULO – Um único cartão, sem senha, que concentre todos os benefícios recebidos pelo trabalhador, como vale-transporte, vale-refeição e vale-alimentação, e permite o pagamento de compras de pequeno valor, é o que propõe a Inteligensa Brasil.

A tecnologia, que em parceira com a VIVOtech e a Libercard, já está sendo implantada em Fortaleza e região metropolitana, além das cidades de Crato e Juazeiro, também no Ceará, poderá estar disponível para todo o Brasil até 2011.

“Em 2009 o sistema poderá ser encontrado em mais três capitais e até 2011 esperamos poder oferecer a tecnologia em todas as regiões do País”, disse o gerente geral da Inteligensa do Brasil, Filipe Melo.

Rapidez e facilidade

Ainda de acordo com Melo, o sistema, que emprega uma tecnologia de radiofreqüência, possibilitará ao usuário maior facilidade e rapidez nas transações. “A pessoa não precisará mais carregar vários cartões, memorizar números e ainda levará um tempo bem menor para a realização destes pagamentos, na verdade, nem dois segundos.”

Apesar de concentrar os benefícios em um único plástico, o gerente explica que os valores para cada benefício ficarão armazenado em sistemas distintos. Além disso, por questões de segurança, o valor máximo para cada transação será de R$ 20, em um período de duas horas. Contudo, ressalta Melo, isto é flexível e pode ser modificado futuramente.

Outros países

Estados Unidos, França, Inglaterra e Japão já possuem o novo cartão desde 2005. Nestes países, o sistema de pagamento, chamado de contact less (sem contato), além de concentrar benefícios, permite que o usuário faça pequenas recargas e as utilize para a realização de micropagamentos, substituindo assim pagamentos em dinheiro de baixo valor.

A idéia, segundo Melo, também será implantada no Brasil e pretende atingir especialmente a população de baixa renda. “Em uma segunda etapa, pretendemos expandir o mecanismo diretamente para o portador, atingindo assim especialmente àqueles que não possuem conta bancária.”