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SÃO PAULO – Com o intuito de impedir que o consumidor seja induzido à auto-medicacão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu restringir propagandas de medicamentos nos meios de comunicação, farmácias e drogarias. De acordo com a nova determinação, as listas de preços de medicamentos já são suficientes para manter o consumidor bem informado.
Fim das propagandas
Com isto, ficam proibidas as divulgações de preços em tablóides, folders, cartazes, encartes etc. Além disto, a lista de preços não poderá conter designações, símbolos, figuras, desenhos, logomarcas, slogans, nomes dos fabricantes e qualquer outro chamariz de cunho publicitário.
A intenção da Anvisa, com a nova determinação, é possibilitar ao consumidor que este opte pelo medicamento mais barato, e não que seja levado a adquirir um produto apenas pela sua propaganda, conforme destacou a gerente de Monitoramento de Propaganda da Agência, Maria José Delgado.
Pela nova norma, os preços deverão ser divulgados da seguinte forma: as listas poderão ser organizadas, por exemplo, em medicamentos que contenham a mesma classe terapêutica, sendo que estas medicações serão representadas apenas pelo seu nome comercial, princípio ativo, concentração, preço, apresentação e número de registro.
As empresas que infringirem a nova regra deverão preparar o caixa, pois a propaganda irregular poderá sair mais cara do que se imagina. Isto porque as punições deverão variar entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. A nova medida deve vigorar a partir de 17 de setembro.