Amadurecimento e planejamento levam à queda da inadimplência

E para aqueles que ainda não conseguiram colocar as contas em ordem, seguem cuidados que podem ajudar a conter a situação

SÃO PAULO – Amadurecimento. De acordo com o Indicador CNDL – SPC Brasil de Vendas e Inadimplência, essa é a principal explicação para a queda no número de registros no SPC Brasil ao longo de 2009.

Segundo a pesquisa, o número de registros vem apresentando queda influenciada pela apreensão dos consumidores em não assumir dívidas. Para ambas as entidades, o resultado demonstra mais atenção e cuidado com o planejamento financeiro, mesmo após o período de crise. 

De acordo com os dados, divulgados na quarta-feira (6), em 2009 houve queda de 14,9% na inadimplência.

No entanto, apesar da queda no índice, a inadimplência ainda é um dos grandes pesadelos do orçamento doméstico. Mas é possível reverter a situação!

No azul
Para aqueles que ainda têm problemas em manter o orçamento em dia, a CNDL e o SPC Brasil listaram alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a inadimplência:

  • Privilegiar os pagamentos à vista – compras a prazo, além de, na maioria das vezes, sofrerem a incidência de juros, podem acabar com o orçamento, se forem esquecidas. Caso seja inevitável, prefira um número menor de prestações. Fica mais fácil controlar as contas desta forma.
  • Fazer planilha mensal de receitas e despesas domésticas – esse é o princípio número 1 do planejamento financeiro. Colocando no papel (ou no computador, no celular etc) todas receitas e despesas, fica mais fácil saber para onde vai o dinheiro e se o seu padrão de gastos cabe em suas condições financeiras. Se for o caso, por meio da planilha, é possível listar despesas que podem ser reduzidas e, inclusive, cortadas.
  • Somar os juros e calcular o preço final dos produtos comprados a prazo – um erro bastante comum entre os consumidores é, na hora de fazer uma compra parcelada, considerar apenas a parcela mensal de pagamento e verificar se ela cabe no bolso. Quando a compra é dividida em várias vezes, normalmente a parcela parece muito pequena e insignificante para o orçamento. No entanto, é importante levar em consideração os encargos desta compra e o prazo de pagamento. O preço final de um produto comprado a prazo pode ficar muito maior do que o valor à vista. Pense nisso e avalie se não vale a pena esperar até poder comprar o item sem necessitar de financiamento.
  • Manter sempre uma reserva financeira por segurança – uma parte da receita mensal deve ser destinada para esta finalidade. A reserva de emergência garante uma tranquilidade, em caso de imprevistos. Perda de emprego, problemas de saúde etc. são eventualidades que ninguém espera ou deseja, mas a que todos estão sujeitos. Especialistas sugerem que, em um bom planejamento financeiro, é necessário guardar, para esta finalidade, um valor equivalente a seis meses de despesas, ou seja, se seus gastos mensais somam R$ 1 mil, prepare-se para manter R$ 6 mil de reserva.