Alemanha registra pela 1ª vez mais de 50 mil casos de Covid-19 em um único dia e engrossa alerta de nova onda da pandemia

Recorde diário de infecções vem sendo associado à taxa de imunizados no país, que alcançou 66% da população

Dhiego Maia

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GONÇALVES (MG) – A Alemanha registrou, nesta quinta-feira (11), o maior número de casos confirmados de Covid-19 em um único dia desde o início da pandemia.

De acordo com o Instituto Robert Koch, órgão responsável pelo controle de doenças infecciosas do país, 50.196 novas infecções foram confirmadas, além de 235 óbitos. O número considerável de casos passa com folga o recorde anterior, de 39.676 casos, registrado na quarta-feira (10).

O avanço do coronavírus pela população alemã engrossa o alerta global para uma nova onda de Covid-19. A Europa foi uma das regiões mais impactadas pela doença.

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Segundo as autoridades de saúde do país, o avanço do coronavírus entre a população tem a ver com o que internamente vem sendo chamado de “pandemia de não vacinados”.

A maior economia da Europa imunizou 66% de sua população contra a Covid-19, percentual bem abaixo de países como Portugal e Espanha. No Brasil, 57,4% das pessoas receberam a dose única ou duas de vacina para concluir o ciclo de inoculação.

Para não ver seus hospitais em pleno colapso, a primeira-ministra Angela Merkel se esforça para unificar as medidas de contenção do coronavírus antes de deixar o cargo.

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Diferentemente do Brasil, cuja resposta à pandemia é centralizada no Ministério da Saúde e repassada às secretarias da área nos estados e municípios, na Alemanha, as medidas são regionalizadas.

Em Berlim, as regras de convivência para o funcionamento da capital estão mais duras. Só entra em bares, restaurantes e academia quem apresentar um certificado de saúde que informa sobre vacinação completa ou recuperação de quadro infeccioso da Covid-19.

Em discurso nesta quinta no Parlamento, Olaf Scholz, cotado para ocupar o lugar de Merkel, fez um pedido à população: “tomar vacina é a melhor solução para todos”.

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Caso russo

Quem também vem registrando números trágicos na pandemia é a Rússia, de Vladimir Putin. Nesta última terça-feira (9), o país anotou mais de 1.211 óbitos.

Desde o início da pandemia, a Rússia já perdeu 234 mil vidas e registrou 9,7 milhões de casos confirmados, de acordo com os dados do Our World in Data.

Somente 34% da população russa está completamente vacinada, mesmo o país, de 144 milhões de habitantes, ser o pioneiro no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus, a Sputinik V.

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O imunizante, que não foi aprovado no Brasil, foi desenvolvido pelo Instituto Gamaleya em parceria com o Ministério da Defesa e lançado ainda em dezembro de 2020.

O governo de Putin também tenta estimular as pessoas a aceitarem a vacina já que o novo surto se deve à baixa taxa de imunização, de acordo com o governo local.

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Dhiego Maia

Subeditor de Finanças do InfoMoney. Escreve e edita matérias sobre carreira, economia, empreendedorismo, inovação, investimentos, negócios, startups e tecnologia.