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SÃO PAULO – A preocupação quanto ao equilíbrio financeiro no longo prazo fez com que o setor de previdência privada para menores de idade avançasse 71,12% no ano passado, tomando como base 2006. Segundo informações divulgadas na última segunda-feira (18) pela Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), o mercado em geral teve avanço menor, de 22,73%, no mesmo período.
“O cenário é extremamente positivo, percebe-se que a cultura previdenciária está cada ano mais viva entre as pessoas”, comemorou o presidente da entidade, Antônio Cássio dos Santos. A base geral contou com R$ 28,096 bilhões em captações, enquanto a do segmento jovem atingiu quase R$ 2 bilhões.
Juros e taxas
O rendimento anual varia de 6% a 7%, para o renda fixa. Já a taxa de carregamento muda em função do valor da contribuição e do saldo acumulado: quanto maior a contribuição e o saldo, menor a taxa. Conforme gerente de Desenvolvimento de Produtos da Brasilprev Seguros e Previdência, Sandro Bonfim, ela começa em torno de 4% sobre o valor.
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A taxa de gestão do fundo também está ligada ao aporte, começando em torno de 3,4% e atingindo até 1,5% – ambos ao ano. O renda variável garante maior retorno, mas também possui maior risco.
Mais cedo
“Verificamos que a procura por um segmento voltado a menores tem sido muito mais agressiva do que a dos individuais”, constatou o Bonfim.
Conforme o executivo, o mais comum é pais fazerem essa aplicação, quando o filho possui entre sete e dez anos. São verificadas adesões para estudantes em idade universitária, mas em menor quantidade.
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A Bradesco Vida e Previdência, por sua vez, constatou que metade dos participantes do plano Prev Jovem Bradesco – 50,3% – tem filhos de até nove anos. “Esse percentual demonstra que o público está assimilando bem as características do produto, uma vez que, começando cedo, é possível atingir o objetivo esperado com um esforço mensal menor”, afirma Marco Antonio Rossi, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência.
“Há ainda um contingente de 26,6% com filhos entre dez e 14 anos, porém, é importante lembrar que o produto existe há cinco anos”, lembrou.
Para Augusto Sabóia, consultor financeiro, a tendência é que a previdência complementar seja opção recorrente entre os jovens. “Essa nova geração está mais preocuada com a família e quer mais segurança”, opinou.
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Retorno do investimento
Abaixo, é possível verificar a diferença que um investimento mais longo tem em relação a outros com maior período de aplicação. Os cálculos foram feitos pela Brasilprev, levando em consideração taxas médias do mercado – e não um produto em específico.
| Variação dos ganhos* | |||
| Idade de entrada | Idade de saída | Aporte mensal | Valor ao final do período |
| 7 anos | 55 anos | R$ 100 | R$ 426.423,49 |
| 15 anos | 55 anos | R$ 100 | R$ 240.896,61 |
| 30 anos | 55 anos | R$ 100 | R$ 76.199,19 |
*A Brasilprev forneceu as informações em caráter de exemplo, sem referir-se a qualquer plano específico da empresa
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