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O pré-candidato a presidente, Romeu Zema (Novo) defendeu nesta quarta-feira, 29, a mudança na formação de indicação de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia em que o Senado Federal sabatina o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula, Zema propôs que a escolha seja feita a partir de uma lista tríplice elaborada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Federal.
“Vamos testar como o Senado vai se comportar nessa sabatina de mais um amigo do presidente. Ele já colocou o advogado dele, o advogado do PT, o ministro dele. Eu acho estranho ele não ter colocado filho, neto, irmão. Ele poderia ser mais ousado que já foi”, ironizou Zema em um almoço com empresários promovido pelo Grupo Voto em São Paulo.
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“Não cairíamos nessa situação do presidente ter total liberdade de indicar alguém que não tem a mínima qualificação, simplesmente porque gosta e é amigo”, acrescentou.
Plenário do Senado Federal durante sessão solene do Congresso Nacional para celebrar os 107 anos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas (Ieadam) e os 32 anos da Rede Boas Novas.
A proposta se soma a outras já apresentadas por Zema para o STF, como a instituição de idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos para os integrantes da Corte.
O ex-governador de Minas afirmou ainda que está confiante no impeachment de ministros, ainda que esse processo demore alguns meses ou fique para o ano que vem, quando o Senado terá uma nova composição.
“Esses ministros que se envolveram de forma que não poderiam ter se envolvido, eu os encaro como aquela árvore podre, toda cheia de cupins, sem folha. É só ter o vento certo. Vai cair uma hora”, afirmou ele.
Zema tem ampliado críticas ao STF e entrado em choque com alguns ministros. Na última semana, ele publicou um vídeo com críticas, em tom de sátira, à atuação do ministro Gilmar Mendes. O caso levou Mendes a enviar uma notícia-crime com pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news, sob relatoria de Moraes.
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Zema não deu detalhes, mas disse ainda ser necessária a realização de uma nova reforma da Previdência Social e a realização de uma reforma administrativa. Ele participou do painel ao lado do secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco.