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Yduqs confirma tratativas com dono do Ibmec, dados prévios de MRV e Eztec e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (16)

Prédios de baixa renda
(Divulgação/MRV)

No Radar InfoMoney desta quarta-feira destaque para a Renova Energia, que ingressou com um pedido de recuperação judicial; à Petrobras que assinou cartas de intenção com empresas asiáticas para o afretamento de duas plataformas; e às construtoras com prévias operacionais.

Renova Energia (RNEW11)

A Renova Energia ajuizou pedido de recuperação judicial perante a Comarca da Capital do Estado de São Paulo. O pedido de recuperação contempla obrigações de cerca de R$ 3,1 bilhões totais, sendo R$ 11,7 milhões no âmbito trabalhista e R$ 3,1 bilhões para bancos (com e sem garantia real) e demais credores quirografários e/ou micro e pequena empresas. Deste total, R$ 834 milhões correspondem a débitos intercompany, e expressivos R$ 980 milhões a débitos com seus atuais acionistas.

“A Companhia, por meio do Plano de Recuperação Judicial que será apresentado à apreciação da Assembleia Geral de Credores, dentro dos prazos legais previstos, pretende reestabelecer seu equilíbrio econômico-financeiro e honrar os compromissos assumidos com seus diversos stakeholders e, em um futuro próximo, retomar uma trajetória de crescimento sustentável, dentro das reais possibilidades operacionais e financeiras da Renova e de seus acionistas”, afirmou em fato relevante.

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A Renova cita entra as razões para sua crise as dificuldades de caixa que impediram a conclusão do projeto eólico Alto Sertão III, paralisado desde 2016, e tentativas frustradas de alienação de ativos relevantes, segundo cópia do pedido de recuperação.

A Light já havia informado essa semana que vendeu suas ações na Renova Energia, equivalentes a 17,17% do capital social dessa companhia, pelo valor simbólico de R$1,00, ao CG I Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

A Cemig, outra sócia, havia informado que está avaliando o negócio e seus direitos decorrentes do acordo de acionistas da Renova. Veja mais clicando aqui. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou que assinou cartas de intenção com a empresa japonesa Modec (Unidade de Marlim 1) e a empresa malasiana Yinson (Unidade de Marlim 2), para o afretamento de duas plataformas do tipo FPSO. As unidades serão utilizadas no projeto de desenvolvimento da produção da revitalização dos campos de Marlim e Voador – módulos 1 e 2, localizados na Bacia de Campos.

Segundo a empresa, as plataformas serão instaladas a cerca de 150 km da costa brasileira, em lâminas d’água de aproximadamente 670 metros (FPSO Marlim 1) e 930 metros (FPSO Marlim 2). Os dois projetos terão capacidades de processar até 80 mil bpd (FPSO Marlim 1) e 70 mil bpd (FPSO Marlim 2) de petróleo e 7 milhões de m³/dia (FPSO Marlim 1) e 4 milhões de m³/dia (FPSO Marlim 2) de gás natural.

“O início da produção está previsto para os anos de 2022 e 2023, conforme Plano de Negócios e Gestão 2019-2023. As unidades serão operadas e afretadas por 25 anos”, destacou a empresa.

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A Petrobras informou ainda que estendeu até o dia 21 de outubro o prazo de notificação para as empresas expressarem seu interesse na oportunidade referente à venda de oito blocos exploratórios em terra, localizados na Bacia do Recôncavo.

“Não há prejuízo para as empresas que já manifestaram seu interesse. O prazo para o envio do Acordo de Confidencialidade assinado e dos demais documentos previstos no Teaser passou para 25 de outubro”, afirmou.

Os oito blocos exploratórios em terra, no Estado da Bahia, compreendem as concessões REC-T32_R12, REC-T-40_R12, REC-T-50_R12, REC-T-51_R12, REC-T-52_R12, REC-T-60_R12, REC-T61_R12 e REC-T-70_R12.

Os blocos estão localizados em área com infraestrutura instalada e sistema petrolífero comprovado, próximos de campos em produção. A Petrobras detém 100% de participação nestas oito concessões. As ofertas deverão ser realizadas por bloco.

Pão de Açúcar (PCAR4)

As vendas totais do GPA somaram R$ 14,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o resultado foi obtido mesmo com a queda de 2,4 pontos porcentuais na inflação dos alimentos na comparação com o primeiro semestre deste ano. As vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês), por sua vez, avançaram 1,7%.

As vendas totais apenas do Assaí subiram 18,9%, para R$ 7,587 bilhões, enquanto em mesmas lojas avançaram 3,2%. O GPA destacou que a expressiva evolução da receita total foi impulsionado pela expansão de 19 lojas nos últimos 12 meses e continuidade do ganho de fluxo de clientes;

No Multivarejo, as vendas totais cresceram 0,8%, a R$ 6,982 bilhões, e em mesmas lojas subiram 0,3%. Apenas na bandeira Pão de Açúcar, as 28 lojas revitalizadas apresentaram desempenho de 12,0% e já representam aproximadamente 25% das vendas. O SSS teve alta de 0,2%.

As lojas de Proximidade registraram avanço de duplo dígito pelo quinto trimestre consecutivo, alcançando 17,5% de desempenho, mesmo com a forte base de comparação de 13,1% do terceiro trimestre de 2018. O SSS registrou avanço de 17,5%.

Na bandeira Extra Hiper, a empresa informa que houve retomada do crescimento da categoria de não alimentos, mas que o desempenho das vendas foi influenciado pela robusta base de comparação de 7,4% de um ano atrás. Entre as bandeiras de Multivarejo foi a única com queda no SSS (-1,6%).

No E-commerce alimentar, o GPA informa que houve expansão acima de 30%, resultado principalmente do avanço do modelo de entrega Express, a 107 lojas, e Clique & Retire a 113 lojas pontos de venda.

“O terceiro trimestre foi marcado pela evolução da nossa estratégia de expansão e adequação dos nossos formatos, que se reflete em um portfólio de lojas mais aderente ao cenário consumidor e preparado para capturar os movimentos da economia”, afirmou o CEO do GPA, Peter Estermann

Segundo ele, “a perspectiva de melhor tendência do ambiente de consumo, suportado pela liberação do saque do FGTS e possível concretização das reformas da previdência e tributária, aliada à continuidade das nossas estratégias, nos deixa confiantes para um quarto trimestre mais promissor”.

MRV (MRVE3)

A MRV teve alta de 18,8% nas vendas líquidas do terceiro trimestre. A companhia teve vendas de R$ 1,395 bilhão de julho ao fim de setembro, enquanto os distratos recuaram para R$ 95 milhões, ante R$ 279 milhões no terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com o período de abril a junho deste ano, os distratos caíram 22%.

Em relatório, o Bradesco BBI avaliou que a MRV teve um volume consistente de lançamentos, que somou R$ 1,6 bilhão em novos projetos, elevando o total no ano em 8%, para R$ 4,5 bilhões. “Isso sugere um possível risco de queda nos nossos lançamentos para o ano de 2019, estimados em R$ 7 bilhões, devido a restrições de crédito do MCMV e à concorrência acirrada no mercado”, escreveram os analistas Victor Tapia e Roberto Waissmann.

Os especialistas do Bradesco BBI pontuaram ainda a queima significativa de caixa, de R$ 200 milhões, no terceiro trimestre, como consequência da aquisição de banco de terrenos; gargalos na transferência de recebíveis; e ritmo mais rápido de construção, incluindo unidades que ainda não foram transferidas. Em nove meses, a a MRV conseguiu construir cerca de 31 mil unidades, mas transferiu aproximadamente 25 mil.

“Reafirmando a classificação neutra. Embora a MRV esteja lançando volumes consideráveis, as vendas líquidas da empresa estão ficando para trás, como evidenciado em suas unidades de estoque crescentes e menor velocidade de vendas”, afirmaram, mantendo o preço-alvo para 2019 de R$ 18.

EzTec (EZTC3)

A EzTec registrou no terceiro trimestre vendas líquidas de R$ 343,2 milhões (R$ 365,7 milhões de vendas brutas e R$ 22,5 milhões de distratos), o que implica uma queda de 7,8% em relação as vendas líquidas do segundo trimestre deste ano, mas alta de 2,8 vezes na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado somou R$ 242 milhões no terceiro trimestre, queda ante o segundo trimestre (R$ 313 milhões), mas alta na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 106 milhões). No acumulado do ano, o VGV soma de forma agregada R$ 949 milhões – 47% do topo do guidance revisado de lançamentos de 2019.

Para o quarto trimestre, a empresa informou que já lançou um empreendimento com VGV de R$ 576,4 milhões. “O projeto é o maior e mais relevante lançamento residencial do ano, respondendo sozinho por 29% do VGV previsto no topo do guidance de lançamentos de 2019. Com ele, a Companhia atinge o limite inferior do guidance, com R$1.525 milhões de VGV lançado no ano até então”, informou.

Os analistas do Bradesco BBI Victor Tapia e Roberto Waissmann destacaram, em relatório, que a empresa já atingiu o “guidance” de lançamentos, de R$ 1,5 bilhão. “Acreditamos que a empresa poderia até ultrapassar o limite superior de R$ 2,0 bilhões. Isso sugere um potencial risco positivo de nossa previsão de lançamentos para 2019 de R$ 1,8 bilhão”, escreveram.

Os especialistas acrescentam que, embora os lançamentos ainda estejam sustentando a recuperação do segmento de renda alta, as vendas de estoques estão começando a mostrar sinais de melhoria. Já a queima de caixa ficou dentro esperado no terceiro trimestre, entretanto o fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) deve ser prejudicado no curto e médio prazos, pela construção e despesas com lançamentos.

“No entanto, entendemos que tudo isso faz parte da estratégia de crescimento da empresa e entendemos que lançamentos mais altos devem impulsionar o FCF no futuro.” O Bradesco mantém a recomendação neutra, com preço-alvo para 2019 de R$ 33,00.

Yduqs (YDUQ3)

A Yduqs, ex-Estácio, prestou esclarecimento sobre notícia de que estaria em fase final de negociação para compra da dona da Ibmec. “Até o momento, nenhuma decisão foi tomada a respeito de uma possível transação”, disse a empresa. A companhia afirmou que um de seus pilares estratégicos é crescer via aquisições e, por isso, está em tratativas com diversos grupos educacionais, dentre eles o grupo Adtalem (dono do Ibmec), sobre seus ativos no Brasil.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras informou que o custo estimado do desligamento dos terceirizados da subsidiária Furnas Centrais Elétricas (Furnas), no âmbito do acordo firmado entre Furnas, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), é de até R$ 437 milhões. Serão desligados 1.041 terceirizados, gerando uma economia de aproximadamente R$ 280 milhões/ano, o que representa um payback de 1,5 ano.

CCR (CCRO3)

A CCR anunciou o pagamento de R$ 940 milhões em dividendos. O valor corresponde a R$ 0,46534653466 por ação ordinária e o pagamento será feito a partir de 31 de outubro. Em nota, a empresa informou que terão direito ao provento os investidores com ações CCRO3 no dia 18 de outubro, ou seja, os papéis passam a operar “ex-dividendos” a partir de 21 de outubro.

Linx (LINX3)

A Linx anunciou a aquisição da SetaDigital Sistemas Gerenciais, que atua com soluções de ERP e POS para o setor calçadista. Pela aquisição, a Linx pagará o total de R$ 28,0 milhões à vista e, adicionalmente, sujeito ao atingimento de metas financeiras e operacionais para os anos entre 2019 a 2021, pagará o valor de até R$ 8,8 milhões.

O faturamento bruto da SetaDigital esperado para 2020 é de R$ 15 milhões. Segundo a Linx, a compra reforça a estratégia de cross selling, “que representa uma grande oportunidade de crescimento para a Companhia”.

Neste caso, o racional é reforçar a vertical de moda com um produto altamente especializado para varejo calçadista e oferecer os produtos relacionados à serviços financeiros (Linx Pay Hub) e da Linx Digital à base de aproximadamente 2.100 clientes da SetaDigital.

Telebras (TELB4)

A Telebras informou em fato relevante foi qualificada no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) por meio do Decreto 10.067/2019, publicado hoje no Diário Oficial da União.

“Referido decreto informa ter a qualificação da Telebras no PPI o objetivo de possibilitar a realização de estudos e a avaliação de alternativas de parceria com a iniciativa privada e propor ganhos de eficiência e resultados para a empresa, com vistas a garantir sua sustentabilidade econômico-financeira”, diz.

Segundo o documento, o decreto institui Comitê Interministerial para acompanhar e opinar sobre os estudos referidos acima, composto por dois representantes da Casa Civil, do Ministério da Economia e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Serão convidadas para participar das reuniões do Comitê a Telebras e o BNDES, acrescenta. O prazo para conclusão dos trabalhos do Comitê será de 180 dias, contado da contratação dos estudos, prorrogável por igual período.

Hermes Pardini (PARD3)

O Instituto Hermes Pardini fará o pagamento de juros sobre capital próprio no dia 17 de outubro no montante total de R$ 9,.647 milhões, equivalentes a R$ 0,07411293327 por ação. O pagamento dos juros sobre capital próprio tem como data-base a posição acionária de 23 de setembro de 2019, sendo que, desde 24 de setembro de 2019, as ações da Companhia são negociadas “ex” esses juros.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)