XP reitera Lojas Renner (LREN3) como preferida entre varejistas de moda após 1T26

Analistas reforçaram recomendação de compra para todas as três companhias sob a cobertura

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Foto:  Itaci Batista | Estadão Conteúdo
Foto: Itaci Batista | Estadão Conteúdo

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A XP Investimentos manteve a recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3), Riachuelo (RIAA3) e C&A (CEAB3). A indicação reflete os resultados sólidos do primeiro trimestre das varejistas de vestuário, com perspectiva ainda positiva para o restante do ano.

No geral, a XP fez ajustes pequenos entre os nomes, com os preços-alvo de C&A e Lojas Renner inalterados em R$ 17 e R$ 22, respectivamente. Já para a Riachuelo, o preço-alvo caiu de R$ 14 para R$ 12 a ação.

Desde os balanços do 1º trimestre, as margens brutas têm se destacado, mesmo diante de uma base comparativa mais difícil. De acordo com os analistas, esse desempenho oferece espaço para aumento de competitividade, se necessário.

A Lojas Renner segue como a principal escolha do setor, mesmo negociando ao maior múltiplo P/L entre as três. De acordo com os analistas, o perfil defensivo e maior liquidez da empresa é um diferencial. A Renner também oferece o maior fluxo de caixa livre (FCF) yield, em 12%.

Além disso, a XP continua vendo espaço para revisão de resultados, com estimativas acima do consenso.

O que esperar para o restante do ano?

Já para o segundo semestre do ano, a casa espera uma base comparativa mais suave que o 1T, com o interesse pelo setor crescendo cada vez mais.

O clima frio, por exemplo, deve sustentar um bom desempenho nas coleções de inverno. A chegada do El Niño também deve trazer condições climáticas favoráveis para a coleção de transição da primavera.

Os analistas ainda consideraram o SG&A (indicador de despesas de vendas, gerais e administrativas de uma empresa) mais elevado para refletir ajustes relacionados à mão de obra sob a próxima legislação, juntamente com mudanças específicas de cada companhia.

A Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11) e se estende até o dia 19 de julho, é apontada como um risco, considerando os ventos contrários de efeito de calendário e potencial pressão adicional sobre o poder de compra das famílias.

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