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Saída

Wilson Ferreira Junior renuncia ao cargo de presidente da Eletrobras e vai assumir comando da BR Distribuidora

A renúncia do executivo aconteceu menos de uma semana depois de um novo revés à desestatização da empresa

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, renunciou ao cargo, alegando motivos pessoais. A informação foi prestada pela empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste domingo (24).

Segundo o ofício, o executivo vai deixar a presidência da empresa no dia 5 de março. Ainda não há um sucessor indicado. Em teleconferência realizada na tarde desta segunda-feira (25), ele alegou dificuldades em aprovar o processo de privatização da companhia no Congresso Nacional, mas manteve discurso otimista em relação ao futuro da companhia e prometeu comprar mais ações.

Ferreira assumirá o comando da BR Distribuidora, conforme comunicado pela própria companhia em fato relevante ao mercado. Convidado pelo conselho de administração, ele sucederá o atual presidente Rafael Salvador Grisolia, que deixa o posto em 31 de janeiro. Segundo a nota, foi feita uma consulta à Comissão de Ética Pública da Presidência da República para analisar eventual necessidade de cumprimento de quarentena por parte do executivo antes de assumir a nova posição.

A notícia da renúncia de Ferreira aconteceu menos de uma semana depois de um novo revés à desestatização da empresa. Na quinta-feira (21), as ações da Eletrobras caíram 6,15% (PNB) e 5,15% (ON) depois de o candidato apoiado pelo governo Bolsonaro para a presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), declarar que a privatização da estatal não seria um foco da sua gestão.

Desde então, analistas do mercado financeiro passaram a colocar em dúvida a privatização da empresa ainda durante o governo de Jair Bolsonaro. O Bradesco BBI cortou a recomendação da Eletrobras para neutro até o fim das eleições no Congresso, em fevereiro.

Em comunicado, o Ministério de Minas e Energia ressaltou que Ferreira liderou um processo de melhoria da eficiência operacional e frisou que será dado prosseguimento às ações de redução de custos e de aprimoramento da estratégia de sustentabilidade da Eletrobras.

A pasta informou ainda que Ferreira permanecerá membro do conselho da Eletrobras e reiterou que o governo federal entende que “a capitalização da Eletrobras é essencial e necessária para a recuperação de sua capacidade de investimento”.

De acordo com a Reuters, Ferreira foi convidado a assumir na BR a posição ocupada hoje por Rafael Grisolia, que deixará a maior distribuidora de combustíveis do Brasil no fim deste mês. Grisolia ingressou na BR em 2017 como diretor executivo Financeiro e de Relações com Investidores para a condução de seu IPO e, desde 2019, ocupava o posto de presidente.

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Conforme dispõe a legislação, compete à Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República analisar eventual necessidade de cumprimento de quarentena por parte do executivo, antes de assumir o cargo na BR Distribuidora. A consulta já foi formulada e a BR disse que aguardará deliberação da CEP.

Entre 1º de fevereiro e o início das atividades de Ferreira como presidente da BR, a distribuidora será liderada interinamente pelo diretor executivo de Operações e Logística, Marcelo Bragança, que será apoiado por um comitê de transição.

Histórico

Wilson Ferreira Junior estava à frente da Eletrobras desde 2017, quando foi nomeado pelo então presidente Michel Temer. O executivo é um dos principais defensores do plano de privatização da estatal, que enfrentou reveses ao longo dos anos e acabou não se concretizando.

No fato relevante, a Eletrobras reconheceu méritos do executivo, como a redução de alavancagem da empresa e a diminuição de custos operacionais com privatizações de distribuidoras e programas de eficiência.

O executivo chegou a se envolver em polêmicas no início da sua gestão. Em junho de 2017, a divulgação de uma conversa de Ferreira Júnior com sindicalistas gerou mal-estar na empresa, depois de o então presidente da companhia se referir a funcionários com adjetivos como “safados” e “vagabundos.”

(Com Reuters e Agência Estado)

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