WEG (WEGE3): Goldman atualiza estimativas e espera resultados 3T26 abaixo do consenso

Banco está cerca de 3% abaixo do consenso da Bloomberg e aproximadamente 8% abaixo do consenso no nível do lucro líquido

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A WEG (WEGE3) irá divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2026 em cerca de um mês. Aguardando números abaixo do consenso, o Goldman Sachs revisou as estimativas para a companhia e atualizou o preço-alvo, saindo de R$ 42,60 para R$ 44,10.

Os ajustes incluem uma mudança na expectativa de receita líquida para os anos de 2026, 2027 e 2028. Respectivamente, com altas de 0%, 1% e 1%.

As projeções de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), tem +1% para os mesmos anos.

Em comparação, o banco está cerca de 3% abaixo do consenso da Bloomberg no nível do Ebitda e aproximadamente 8% abaixo do consenso no nível do lucro líquido.

De acordo com o banco, a visibilidade segue limitada sobre se as previsões de consenso consideram o lucro líquido total ou o lucro líquido atribuível á controladora, o que afeta parcialmente a utilidade da comparação.

Projeções para o trimestre

Atualmente, a projeção do Goldman mira em um crescimento de receita líquida da WEG em alta de quase 5%, na comparação anual no 3º tri. De acordo com os analistas, após vários trimestres de desaceleração, o banco espera que a base de comparação desfavorável comece a perder força.

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Os ventos contrários relacionados ao câmbio também devem ser reduzidos daqui para frente. Ainda que a valorização do real continue pressionando as receitas internacionais, os analistas destacam que no 3º tri a valorização foi menor.

Até então, o real valorizou aproximadamente 6% na comparação anual, contra cerca de 10%–11% no primeiro semestre deste ano.

Atualmente, a margem Ebitda esperada orbita por volta dos 21,5% para a WEG no 3º tri. Esse resultado implicaria uma contração de cerca de 30 pontos-base em relação aos números do trimestre imediatamente anterior.

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Os analistas também esperam que a tarifa de quase 37,5% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos impactem os resultados do trimestre, pressionando as margens.

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Erick Souza
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