RD Saúde (RADL3): Goldman Sachs vê queda recente como oportunidade de entrada

Banco reiterou recomendação de compra para as ações

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As ações da RD Saúde (RADL3) acumulam alta de 16% no trimestre, acima do avanço de 8% do Ibovespa, mas recuam cerca de 4% nesta semana.

Para o Goldman Sachs, a queda recente abriu uma oportunidade de entrada, já que os riscos de revisão negativa das estimativas para o terceiro trimestre e o segundo semestre de 2026 parecem limitados.

Em relatório assinado pelos analistas Irma Sgarz, Felipe Rached e Gabriela Leme, o banco reiterou recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 26, e afirmou que a desaceleração esperada para o crescimento da companhia já está incorporada nas projeções.

O Goldman espera que a RD Saúde registre crescimento gradual mais moderado da receita no segundo semestre, à medida que a base de comparação dos medicamentos GLP-1, como os tratamentos à base de tirzepatida, fique mais difícil.

A projeção é de crescimento de 14,2% da receita bruta na comparação anual no segundo semestre, sendo 15,8% no terceiro trimestre e 12,7% no quarto, ante alta de 19,3% no primeiro semestre.

No segmento de GLP-1, o Goldman projeta crescimento de 32% da receita no segundo semestre, bem abaixo dos 96% registrados na primeira metade do ano. Para o terceiro trimestre, a estimativa é de avanço de 53% na comparação anual, ante 72% no segundo trimestre. Na comparação trimestral, o banco prevê crescimento de 5%, contra 8% no segundo trimestre.

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Segundo o Goldman, a entrada de medicamentos similares ou genéricos de semaglutida pode continuar pressionando os preços. No segundo trimestre, o preço médio da semaglutida caiu 22% na comparação trimestral. Por outro lado, os volumes avançaram 28%, movimento que, na avaliação dos analistas, tende a compensar parte da pressão sobre os preços, à medida que medicamentos mais acessíveis atraem novos usuários.

Para o portfólio excluindo GLP-1, a projeção é de crescimento de 12,1% da receita bruta no segundo semestre, sustentado por expansão de 9,3% da área de vendas e pelo reajuste regulatório de preços de 2,8%. No primeiro semestre, esse portfólio cresceu 13,4% na comparação anual.

O Goldman também vê espaço para uma proteção adicional nas margens. A estimativa é de margem bruta de 28,4% no segundo semestre, ante 28,6% na primeira metade do ano. Os analistas afirmam que a margem pode absorver parte de uma eventual pressão de curto prazo sobre os preços da semaglutida.

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Além disso, verificações recentes feitas pelo banco com participantes dos canais de distribuição indicam que a margem bruta dos medicamentos genéricos de marca já está acima da casa de 15%. Segundo o Goldman, uma variação de 10 pontos-base na margem bruta representa um impacto de aproximadamente 2% na estimativa de lucro líquido da companhia no trimestre.

O banco mantém a RD Saúde entre as empresas de crescimento consideradas de alta qualidade em sua cobertura, destacando a exposição a um mercado de demanda relativamente defensiva, o envelhecimento da população, o histórico de ganho de participação de mercado e a exposição ao crescimento dos medicamentos GLP-1.

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Felipe Moreira
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