Volume de emissões de CRIs e FIDCs bate recorde em 2007 com R$ 14 bilhões

Link elogia ampliação das formas de captação para financiar desenvolvimento do mercado imobiliário doméstico

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SÃO PAULO – O setor imobiliário foi um dos principais destaques no boom de IPOs (Initial Public Offerings) visto na Bolsa brasileira em 2007. Mas a busca por financiamento das empresas de construção civil não se limitou à abertura de capital e oferta de ações.

Apesar da queda no número de registros, o montante efetivo de novas emissões de CRI (Certificado de Recebível Imobiliário) e FIDC (Fundo de Investimento em Diretos Creditórios) marcou novo recorde. De acordo com os dados da consultoria Uqbar, avaliados pela Link investimentos, estas duas categorias movimentaram, juntas, R$ 14 bilhões no último ano, 20% a mais do que o verificado em 2006.

A Link avalia como “primordial” a ampliação das formas de captação de recursos – via crédito e mercado de derivativos – para financiar o desenvolvimento do mercado imobiliário doméstico.

Maior volume fica com os FIDCs

Comparado aos números de 2006, o CRI mostrou maior evolução percentual. As emissões no último ano totalizaram R$ 1,35 bilhão, com crescimento de 46%. O avanço no número de fundos – em 2007 surgiram 83, mais do que os 59 do ano anterior – é outro dado destacado pela Uqbar.

Embora a evolução das operações com FIDCs tenha sido mais modesta, foram responsáveis pela maior fatia do volume. As emissões totalizaram R$ 13 bilhões, R$ 2 bilhões a mais que em 2006.

Subprime e a “sorte brasileira”

Comemorações à parte, a corretora lembra que a expansão no volume emitido ocorre em meio à crise subprime, ocasionada justamente pela deficiência na gestão de risco de títulos atrelados ao crédito imobiliário de maior risco nos EUA.

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Na opinião da corretora, a “sorte” brasileira é que o setor imobiliário no país caminha na contramão da crise dos EUA, o que traz a oportunidade de que tenhamos um exemplo dos efeitos de uma oferta descuidada de crédito.

“Obviamente estamos longe de termos um mercado de derivativos tão maduro, mas a cautela deve ser a mesma”, conclui a Link.