Volks lidera lista Fortune 500 Europa pelo 3º ano; finanças e energia são destaque

A receita da montadora subiu 3,4%, para mais de US$ 363 bilhões, de acordo com a quarta edição do ranking da Fortune; empresas de finanças (24%), energia (20%) e automotiva (10%) concentram lista

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A Volkswagen liderou a lista Fortune 500 Europa pelo terceiro ano consecutivo, mesmo enquanto a indústria automotiva que lidera é pressionada por tarifas e concorrência chinesa. A receita da montadora subiu 3,4%, para mais de US$ 363 bilhões, de acordo com a quarta edição do ranking da Fortune das maiores empresas europeias por receita.

A receita combinada das empresas da lista atingiu um recorde de US$ 15,5 trilhões este ano. Os lucros subiram 3%, chegando a pouco mais de US$ 1 trilhão, se recuperando após uma queda de 5% em 2025.

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Em todo o ranking Fortune 500 Europa, as margens diminuíram pelo segundo ano consecutivo, caindo para 6,5% ante o pico de 7,1% na lista de 2024 — apesar do crescimento recorde de receita e lucro. “Isso é consistente com as pressões de estagflação que pesam sobre o setor corporativo europeu”, disse Guido Cozzi, professor de macroeconomia da Universidade de St. Gallen, à Fortune.

Três setores geram mais da metade de toda a receita da lista: finanças (24%), energia (20%) e veículos automotores e peças (10%).

O setor financeiro continua sendo o mais dominante da Europa em receita, lucro e número de funcionários. Um total de 105 empresas financeiras garantiram um lugar no ranking, gerando juntas 24% da receita total da lista, com o Banco Santander (nº 9) e o BNP Paribas (nº 10) entre as 10 primeiras.

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As empresas financeiras também respondem por 40% do lucro da lista e empregam 14% de sua força de trabalho. O HSBC (nº 11) é a empresa mais lucrativa da lista, registrando US$ 22 bilhões em lucros em 2025, e é uma das apenas 25 empresas a gerar mais de US$ 10 bilhões em lucros.

A proeminência do setor financeiro europeu decorre do alcance global e da sofisticação técnica de seus maiores bancos, disse Howard Yu, professor da IMD Business School. A presença de décadas desses bancos em mercados emergentes lhes confere uma profundidade que poucos concorrentes globais conseguem igualar, argumenta ele, chamando isso de “uma vantagem estratégica genuína”.

As empresas de energia geram 14% do lucro geral da lista, e o setor fica em segundo lugar, atrás do financeiro, em termos de emprego.

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Outra descoberta notável: a BP é a única empresa entre as 10 primeiras com uma CEO mulher, Meg O’Neill. Ela também é a nº 16 na lista Fortune Most Powerful Women (MPW) deste ano. Quando O’Neill assumiu como CEO em 1º de abril, tornou-se a primeira mulher a liderar uma das cinco grandes petroleiras.

A BP também é a única entre suas concorrentes com mulheres tanto nos cargos de CEO quanto de CFO. Kate Thomson tornou-se diretora financeira da BP em fevereiro de 2024, depois de atuar como CFO interina, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na empresa.

Na Shell, nº 2 na lista Fortune 500 Europa, Sinead Gorman atua como CFO desde abril de 2022. Gorman também garantiu um lugar na lista MPW deste ano.

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Esta história foi originalmente publicada no Fortune.com

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