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SÃO PAULO – Com diferenciais usufruídos durante a viagem, os idosos costumam pagar mais nos pacotes de turismo. No caso do Viaja Mais Melhor Idade, programa do Ministério do Turismo, o valor chega a ser entre 10% e 15% maior do que o dos pacotes convencionais.
“Eles vão de R$ 400 a R$ 2.500”, disse o coordenador do projeto do Ministério do Turismo Enzo Arns. De acordo com ele, os pacotes não devem ser encarados como mais caros, mas com mais diferenciais. “É como a compra de um carro: os com opcionais são mais caros”.
Ele explicou que, normalmente, os pacotes vendidos pelas operadoras têm poucos adicionais, como a passagem, translado e café da manhã. Para os idosos, isso não basta, e se for customizar, ele chega a pagar o dobro do valor da viagem, o que não acontece no programa federal.
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Diferenciações
Segundo Arns, um dos tópicos mais importantes é que os pacotes do Viaja Mais Melhor Idade contam com seguro de despesas médicas para as viagens nacionais. “As pessoas normalmente fazem quanto vão para o exterior. No programa, ele é exigido”.
Além disso, os pacotes têm meia pensão ou pensão completa, já que o idoso não tem costume de buscar um local para comer, o que torna necessário incluir a refeição no passeio ou no hotel. O transporte é diferenciado, com veículos mais novos e com menor número de passageiros.
As saídas são com datas garantidas, enquanto o rodoviário está sujeito a não viajar, se não tiver quórum mínimo.
Costumes
Ao ser questionado sobre os destinos mais buscados pelo público da terceira idade, Arns disse serem eles as estâncias climáticas e hidrominerais, como Poços de Caldas, em Minas Gerais. Do outro lado, cidades de praia e com patrimônio cultural, como Salvador. E, por último, as serras.
O Viaja Mais Melhor Idade vendeu cerca de 9 mil pacotes de setembro a dezembro do ano passado, ante uma previsão de 7 mil. Para este ano, a expectativa é de 50 mil até dezembro.