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Via Varejo capta R$ 4,45 bi em follow-on; Justiça exige que IRB comprove que tem R$ 1 bilhão e mais notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (16)

loja casas bahia shopping via varejo
(Shutterstock)

A Oi divulgou seu balanço na segunda-feira à noite, com um prejuízo de R$ 6,28 bilhões. Além disso, a companhia anunciou um aditamento ao seu plano de recuperação judicial.

Ainda entre as principais notícias corporativas, a Via Varejo (dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio) concluiu a sua oferta de ações e a Embraer conseguiu um empréstimo de até US$ 600 milhões para exportações. O IRB também ganha destaque no noticiário. Confira no que ficar de olho:

Oi (OIBR3;OIBR4)

A Oi registrou prejuízo líquido de R$ 6,28 bilhões no primeiro trimestre do ano, ante R$ 568 milhões de lucro nos primeiros três meses de 2019.

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Na mesma base de comparação, a receita líquida atingiu R$ 4,75 bilhões, queda de 7,4%. O Ebitda caiu 5,8%, para R$ 1,53 bilhão. Já a dívida líquida da empresa subiu 79% no comparativo anual, para R$ 18,1 bilhões.

A companhia informou ainda que fez um aditamento ao seu processo de recuperação judicial, mas ele ainda precisa ser submetido à assembleia de credores. O objetivo do aditamento e fazer uma reorganização e simplificação do Grupo Oi “de forma a assegurar maior flexibilidade e eficiência financeiras”. Confira mais clicando aqui.

Os analistas do Bradesco BBI acreditam que os investidores vão reagir de forma positiva aos resultados da Oi. Além disso, destacaram os planos da empresa, que fazem parte do aditamento, de separar os ativos em quatro unidades (infraestrutura, mobile, torre e data center), totalizando R$ 22,2 bilhões.

“Vemos a Oi da melhor posição dos anos recentes, com uma clara estratégia e um balanço muito mais forte depois da venda da Unitel, o que, na nossa visão, não se reflete no preço das ações”, avaliaram, em relatório a clientes.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo levantou R$ 4,45 bilhões em sua oferta de ações (“follow on”) concluída na segunda-feira. O preço da ação foi fixado em R$ 15.

Os recursos serão utilizados para investimentos na área de tecnologia e logística, além de reforço na estrutura de capital.

IRB (IRBR3)

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Uma decisão da Justiça em São Paulo mandou o IRB Brasil apresentar que tem R$ 1 bilhão para o caso de ressarcir acionistas devido às fortes perdas das ações da resseguradora , de acordo com informações da Reuters e do Valor. A apresentação seria mediante apólices de seguro e condições de cobertura ou via comprovação de contingenciamento contábil para cobrir indenizações a acionistas.

A decisão da 2ª Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do Tribunal de Justiça de São Paulo atendeu parcialmente a uma ação civil pública para ressarcir acionistas que buscarem reparação de perdas por meio de arbitragem.

Os autores do pedido avaliam que as perdas totais com a queda das ações do IRB sejam de R$ 4 bilhões, após eventos que começaram com questionamentos da gestora de recursos Squadra sobre práticas contábeis.

A juíza Renata Mota Maciel, por sua vez, negou o pedido para imediato afastamento de toda a diretoria do IRB. “Diante dos graves prejuízos alegados pela parte autora, de fato, mostra-se conveniente que os investidos tenham tutelados seus direitos a partir da garantia de efetivo ressarcimento de seus prejuízos, em caso de procedência do pedido principal”, afirmou a juíza, que negou o pedido de bloqueio dos recursos.

Em comunicado ao mercado, a companhia informou que a decisão citada foi tomada no âmbito da Ação Civil Pública mencionada em comunicado ao mercado divulgado pela companhia em 9 de abril de 2020, na qual ela ainda não foi citada.

“A decisão possui caráter liminar, estando sujeita à reforma e recurso, não tendo tido a oportunidade, ainda, de se manifestar nos autos da referida ACP e a empresa adotará as medidas legais cabíveis, com vistas a reverter a decisão, mantendo seus acionistas e o mercado em geral informados acerca dos desdobramentos relevantes do presente assunto”, apontou o IRB.

Ainda em destaque no IRB, o ressegurador anunciou que fará assembleia geral extraordinária para acionistas no próximo dia 23 de junho, com o objetivo de apresentar o plano de reforma ampla de governança da empresa, além da proposta de criação de uma reserva de lucros estatutária.

O IRB Brasil ainda informou ter alterado a data de divulgação de suas demonstrações financeiras referentes ao primeiro trimestre deste ano para o dia 29 de junho, após o fechamento do mercado. A teleconferência pós-balanço ocorrerá em 30 de junho.

Embraer (EMBR3)

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem a aprovação de um empréstimo de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para a Embraer, o primeiro passo para socorrer a fabricante brasileira de aviões, atingida em cheio tanto pela pandemia de covid-19 quanto pelo rompimento de uma parceria com a americana Boeing. O financiamento faz parte de um pacote de crédito oferecido por um consórcio de bancos, que poderá chegar até US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões), dependendo da adesão das instituições financeiras comerciais.

O consórcio de bancos é coordenado pelo BNDES, que, desde abril, vem negociando com instituições comerciais e de investimentos, públicas e privadas, a criação de linhas de apoio para grandes empresas dos setores mais afetados pela crise. Segundo o superintendente da Área de Indústria, Serviços e Comércio Exterior do BNDES, Marcos Rossi, os outros US$ 300 milhões que caberão aos bancos integrantes do sindicato ainda dependem de aprovações internas de cada banco.

A S&P ainda cortou o rating da Embraer de BBB- para BB+, com isso a companhia perdeu o grau de investimento para essa agência. Em comunicado, a S&P informou nesta segunda que, após a decisão, estava retirando o rating da observação para eventual rebaixamento, mas atribuindo perspectiva negativa a ele.

A Embraer deve registrar queda de cerca de 50% em suas entregas de jatos comerciais em 2020, o que levará a uma lucratividade “significativamente mais fraca” e a uma “queima de caixa” (“cash burn”) de cerca de US$ 800 milhões por causa dos efeitos da covid-19.

Com isso, a S&P diz projetar que a relação entre a dívida líquida e o Ebitda da empresa ficará acima de 8,0 vezes no fim deste ano. Em seu cenário-base, a Embraer não queimará caixa em 2021 e sua relação entre dívida e Ebitda deve recuar para entre 2,7 e 3,2 vezes.

Azul (AZUL4) e Latam

A Azul e a Latam anunciaram um acordo de “codeshare” para interligar as suas rotas domésticas. Além disso, foi assinado um acordo que envolve os programas de fidelidade das duas empresas.

O acordo de “codeshare” incluirá, em uma primeira fase, 50 rotas domésticas de/para os aerportos de Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Campinas (SP), Curitiba (PR) e Guarulhos (SP). Segundo o comunicado, a partir dessa parceria, os clientes terão mais opções de conexões, incluindo bilhetes compartilhados para o check-in e despacho de bagagem.

“Nossa complementariedade de frota e de malha oferecerão aos clientes a mais ampla variedade de opções de viagem”, afirmou, em nota, o presidente da Azul, John Rodgerson.

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Já para o presidente da Latam, Jerome Cadier, os clientes terão acesso a uma malha maior a partir dessa parceria. A Latam pediu proteção financeira nos Estados Unidos, abrangindo também a operação do Chile, devido às perdas causadas pela pandemia do novo coronavírus no setor aéreo.

“Entendemos que a crise do COVID-19 exige respostas inovadoras para ajudar a impulsionar a economia da região e o anúncio de hoje faz parte de nossa contribuição para esse esforço.”

Além do “codeshare”, a parceria também envolve os programas de fidelidade. Os clientes do Tudo Azul (12 milhões) e os da Latam Pass (37 milhões) poderão escolher em qual programa acumular os seus pontos.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras inicia fase não vinculante para vender termelétricas. A fase não vinculante refere-se à venda de quatro usinas termelétricas, das quais três em Camaçari, no estado da Bahia, e movidas a óleo combustível (UTEs Polo Camaçari), e uma bicombustível (óleo diesel ou gás natural) localizada em Canoas, no estado do Rio Grande do Sul (UTE Canoas), segundo comunicado.

As UTEs Polo Camaçari englobam as usinas Arembepe, Bahia 1 e Muricy, com potência total instalada de 329 MW. As usinas operam com óleo combustível e têm possibilidade de conversão para operação a gás natural. A UTE Canoas possui potência instalada de 249 MW.

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp adiou a assinatura de um contrato de prestação de serviços entre o estado de São Paulo e o município de Mauá, informou a empresa em comunicado sem fornecer um motivo.

A assinatura de termo de ajuste para pagamento e recebimento de dívida entre o Saneamento Básico do Município de Mauá, o município de Mauá e a Sabesp também foi adiada.

AES Tietê (TIET11)

A BNDESPar contratou a BR Partners como assessor financeiro no processo de venda de sua participação na AES Tietê. “O assessor selecionado deverá promover amplo estudo de potenciais estruturas de operações, incluindo a possibilidade de um M&A””, informou, em comunicado, o braço de participações do BNDESPar.

Segundo a BNDESPar informou à CVM, a BR Partners ainda não iniciou a prospecção de eventuais interessados.

Minerva (BEEF3)

O frigorífico Minerva vai emitir R$ 600 milhões em debêntures em uma colocação privada destinada à Isec Securitizadora.

O prazo da operação será de cinco anos, com juros de 5,30% ao ano. Os recursos só serão liberados para a companhia após a Isec concluir a oferta pública de certificados de recebíveis imobiliários (CRAs) no mesmo valor.

Iguatemi (IGTA3) e Aliansce Sonae (ALSO3)

O avanço dos casos de Covid-19 no Rio Grande do Sul está levando os shoppings a tomar novas medidas de restrição.

O Iguatemi anunciou que a partir desta terça-feira os shoppings Iguatemi Porto Alegre e o Praia de Belas permanecerão abertos em horário reduzido, das 11h30 às 20h, os serviços essenciais e os estabelecimentos que estejam enquadrados na lei que regulamenta o Simples Nacional também poderão atuar.

O mesmo ocorre com o Shopping Iguatemi Ribeirão Preto, em Ribeirão Preto (SP), que terá seu horário de funcionamento reduzido das 12h às 20h para os serviços essenciais.

As demais lojas estarão fechadas para o público, ficando disponível apenas o serviço de “drive-thru”.

Por sua vez, a Aliansce Sonae divulgou a retomada das operações no Shopping Metrópole, em São Bernardo (SP) e Shopping Taboão.

B2W (BTOW3) e Arcos Dorados

A B2W (Submarino, Shoptime e Americanas.com) fechou uma parceria para vender produtos do McDonald’s em sua plataforma de “market place”. O acordo foi feito entre a varejista de comércio eletrônico e a Arcos Dorados, que administra a rede de restaurantes no Brasil.
Pelo modelo do acordo, o cliente vai escolher no aplicativo Americanas Ame a loja do McDonald’s de sua preferência. Um piloto está disponível a partir desta terça-feira no estado de São Paulo.
Na avaliação dos analistas do Itaú BBA, a parceria é neutra para a B2W e marginalmente positiva para a Arcos Dorados. “Com base em evidências anteriores, a adição de agregadores geralmente é marginalmente positiva para a linha superior da Arcos e geralmente é bem-vinda pelo cliente, que tem mais opções ao escolher um aplicativo para fazer um pedido”, avaliaram.

Invepar (IVPR3B)

A Invepar divulgou o desempenho de suas concessões durante o mês de maio, o segundo integralmente afetado pela pandemia do coronavírus.

O piro desempenho é na GRU Airport. O total de passageiros no mês passado foi de 399 mil. Embora represente um crescimento de 5% sobre abril, o número representa uma queda de 89% em relação ao movimento de igual mês de 2019.

A queda foi maior entre os passageiros de voos internacionais, com recuo de 96% na comparação anual, para apenas 46 mil.

O número de pousos e decolagens (internacionais e domésticas) em maio ficou em 3.971, queda de 82% no comparativo anual. Já o serviço de carga totalizou 12.814 toneladas, alta de 20% ante abril e recuo de 50% na comparação com maio de 2019.

A Invepar também registrou queda no transporte de passageiros nas concessões de mobilidade urbana. Na linha 1 e 2 do metrô do Rio, o recuo é de 82% no comparativo anula e, na linha 4, de 83%.

No caso das concessões de rodovias, todas mostram recuo no comparativo anual, mas recuperação em relação ao tráfego de abril. Na maior delas, a Via 040, o movimento de veículos leves e pesados foi de 5,2 milhões em maio, alta de 22% na comparação com abril e queda de 10% no comparativo com maio de 2019.

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(Com Agência Estado)