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Desinvestimentos

Venda da Oxiteno é positiva para Ultrapar, mas já esperada, segundo analistas; ações têm alta de 1,1% na Bolsa

Papéis retomam o movimento de alta visto na sexta (13), após afundarem no dia anterior em meio à divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre

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SÃO PAULO – A Ultrapar (UGPA3) anunciou nesta segunda-feira (16) a venda de 100% de sua unidade de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês Indorama, por US$ 1,3 bilhão.

A notícia foi bem recebida pelo mercado financeiro, que avalia o anúncio como positivo, embora já esperado.

Na Bolsa, as ações UGPA3 encerraram o pregão com alta de 1,09%, negociadas a R$ 15,76. Na máxima do dia, as ações chegaram a subir 4,68%.

Os papéis retomam o movimento de alta visto na sexta-feira (13) após afundarem 12% no dia anterior, em meio à divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2021 considerados fracos.

Em relatório, o Itaú BBA escreve que o movimento contribui para uma redução da alavancagem da Ultrapar, ajudando a companhia em sua estratégia de focar no segmento de downstream da cadeia de óleo e gás.

Os analistas citam que a venda da Oxiteno marca o fim dos esforços da empresa para desinvestimentos, marcada ainda pela venda da Extrafarma e da ConnectCar.

Nesse sentido, novas aquisições, como a da Refap, refinaria localizada no Rio Grande do Sul, que pertence hoje à Petrobras, podem ser interessantes na visão dos analistas.

O Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações UGPA3 e preço-alvo de R$ 26.

O anúncio também foi interpretado como positivo pela Guide Investimentos, que afirma que a Ultrapar poderá agora alocar melhor seus esforços e capital em segmentos onde possui mais expertise e que tenha grande potencial de crescimento – caso de óleo e gás downstream.

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Com relação ao valor da venda, a casa de análise Levante afirma que o valor já era esperado, com um ligeiro prêmio em relação ao que era projetado antes do fechamento da transação.

Segundo os analistas, esse prêmio deve conferir uma reação positiva para as ações da companhia no curto prazo.

“A holding já vem realizando movimento de maior concentração na cadeia de distribuição de combustíveis, desinvestindo de ativos não prioritários para este plano e com a intenção de adquirir uma das refinarias da Petrobras, financiado parcialmente pela venda destes outros ativos”, escrevem os analistas.

Já o Bradesco BBI destaca que o preço do negócio ficou 12% abaixo da avaliação da casa, de US$ 1,49 bilhão, implicando uma queda de R$ 0,90 por ação (6% do valor de mercado atual) para as ações da Ultrapar.

O time de análise reforça, contudo, que ainda precisa confirmar se o valor da empresa divulgado pela Ultrapar levará em consideração o arrendamento da dívida líquida da Oxiteno.

Resultados do 2º trimestre

Na semana passada, a Ultrapar divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano e decepcionou ao registrar números mais fracos do que o esperado.

O lucro líquido ajustado somou R$ 290 milhões no período, abaixo da projeção dos analistas consultados pela Refinitiv, que, em média, esperavam lucro de R$ 329,6 milhões.

O resultado, porém, não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões.

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A empresa afirmou no balanço que a baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

O balanço levou os papéis UGPA3 a apresentarem forte queda de 12,33% na Bolsa no dia da divulgação, quinta-feira (12), encerrando o pegão negociados a R$ 15,21.

A Levante chama atenção para o fato de que a Oxiteno foi a companhia que obteve resultado recorde na divulgação dos dados de abril a junho, enquanto o ativo prioritário – Ipiranga – obteve mais um trimestre apagado.

Com margens ainda sofrendo para se recuperarem desde a mudança na política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR3;PETR4), em 2017, o ativo teve um dos piores desempenhos dos últimos anos, escreve a Levante.

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