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A Vale (VALE3) encerrou a última sessão (28) com leve alta, cotada a R$ 75,84, e voltou a apresentar sinais de reação após o movimento corretivo recente. Dessa forma, o cenário técnico ainda exige cautela: no gráfico diário, o papel permanece dentro de um canal de baixa e abaixo da média móvel de 200 períodos, enquanto, no semanal, segue negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos.
Nesse sentido, a atenção se volta para a divulgação dos resultados do segundo trimestre da companhia, prevista para amanhã (30). O evento pode ampliar a volatilidade das ações e provocar movimentos mais intensos, inclusive com rompimentos ou perdas temporárias de níveis técnicos importantes.
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Análise técnica Vale (VALE3)
Pelo gráfico diário, observo que a Vale ainda negocia dentro de um canal descendente, mantendo a tendência de baixa no curto prazo. Apesar disso, o ativo recuperou as médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma tentativa de reação compradora. O papel, no entanto, permanece abaixo da média de 200 períodos, o que impede, por enquanto, a confirmação de uma reversão mais consistente.

O ponto central para uma mudança de cenário será o rompimento da Linha de Tendência de Baixa (LTB). Caso a ação supere essa referência com aumento do volume comprador, poderá ganhar força para romper inicialmente as resistências de R$ 76,26 e R$ 79,32. Acima dessas regiões, os próximos objetivos aparecem em R$ 82,74, R$ 85,41 e R$ 89,75, antes de um eventual teste da máxima histórica de R$ 91,62.
O IFR de 14 períodos está em 49,73 pontos, dentro da zona neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores e espaço técnico para movimentos em qualquer direção.
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No campo negativo, o primeiro suporte está em R$ 74,80. A perda desse nível enfraqueceria a reação atual e poderia levar o ativo novamente a R$ 71,57. Caso essa faixa também seja rompida, a pressão vendedora poderá ganhar intensidade, abrindo caminho para quedas em direção a R$ 65,70, R$ 63,90 e R$ 61,00.
Assim, minha leitura para o curto prazo é de uma tentativa de recuperação ainda sem confirmação. Para afastar o viés baixista, a Vale precisará romper a LTB e avançar sobre as principais resistências, preferencialmente com maior participação compradora.
Suportes: R$ 74,80; R$ 71,57; R$ 65,70; R$ 63,90; R$ 61,00.
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Resistências: R$ 76,26; R$ 79,32; R$ 82,74; R$ 85,41; R$ 89,75; R$ 91,62.
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Análise de médio prazo
No acumulado de 2026, as ações da Vale registram alta de 5,31%, negociadas atualmente a R$ 75,84. Pelo gráfico semanal, observo que o papel entrou em correção após testar R$ 89,75, patamar próximo da máxima histórica de R$ 91,62. Desde então, o fluxo vendedor passou a prevalecer, embora as últimas semanas mostrem uma tentativa de reação.
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A ação permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o viés de baixa no médio prazo. Para que a recuperação ganhe consistência, considero necessário superar a região dessas médias, o que poderá abrir espaço para avanços em direção à primeira resistência de R$ 80,17. Acima dela, o papel poderá voltar a buscar R$ 89,75 e, posteriormente, a máxima histórica de R$ 91,62.

Por outro lado, a perda do suporte em R$ 71,57 poderá intensificar a pressão vendedora e prolongar o movimento corretivo. Nesse cenário, os próximos pontos de sustentação estão em R$ 64,23, R$ 57,58, R$ 53,65, R$ 48,50 e R$ 45,16.
O IFR de 14 períodos está em 46,94 pontos, também em zona neutra. O indicador reforça a ausência de extremos técnicos e mostra que ainda existe espaço para movimentos tanto de alta quanto de baixa.
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Minha leitura para o médio prazo, portanto, permanece cautelosa. Embora o papel ensaie uma reação, o viés seguirá desfavorável enquanto as cotações permanecerem abaixo das médias móveis. A superação dessas referências poderá fortalecer os compradores, enquanto a perda de R$ 71,57 elevará o risco de continuidade da correção.
Suportes: R$ 71,57; R$ 64,23; R$ 57,58; R$ 53,65; R$ 48,50; R$ 45,16.
Resistências: R$ 80,17; R$ 89,75; máxima histórica em R$ 91,62.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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