Destaques da Bolsa

Vale zera e Petrobras ameniza; ações ON da AES Tietê sobem mais de 10%

Confira os destaques da Bovespa nesta sexta-feira (5)

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Petrobras (PETR3, R$ 13,65, -1,30%PETR4, R$ 12,68, -1,17%)
As ações da Petrobras registram forte queda nesta sessão, digerindo o feriado negativo na Bolsa de Nova York. 

Ontem, em dia de feriado na Bovespa, os ADRs da Petrobras relativos aos ativos preferenciais tiveram baixa de 3,06%, a US$ 7,92, enquanto os equivalentes aos ordinários registraram queda de 3,29%, a US$ 8,53, em um dia de queda do preço de petróleo, com o brent fechando em baixa de 2,68%, a US$ 58,04 o barril na véspera. Hoje, o dia é de leve recuperação para o brent, com alta de 0,29%, a US$ 58,18. 

As informações de que a OPEP não deve segurar a produção influenciam na queda do preço do petróleo. O Iraque, mesmo com combates se espalhando por todo o país, está se preparando para aumentar as exportações neste mês. O Irã quer que a organização também abra espaço para suas exportações. O mercado também fica na expectativa de 

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Vale (VALE3, R$ 20,48, -1,96%; VALE5, R$ 17,35, -1,76%)
As ações da Vale têm mais um dia volátil na Bovespa. Após caírem mais de 2% no início da sessão, seguindo a queda dos ADRs na véspera, as ações da mineradora se recuperaram, zerando as perdas. 

Ontem, os papéis registraram baixa repercutindo o cenário mais negativo internacional, principalmente com o noticiário grego e os dados norte-americanos.

Siderúrgicas
As ações das siderúrgicas, caso de Usiminas (USIM5, R$ 4,90, -2,78%), Gerdau (GGBR4, R$ 8,79, -1,12%) e CSN (CSNA3, R$ 6,33, -2,62%) também registram queda, seguindo o cenário mais negativco para as commodities.  

Vale ressaltar que, segundo informações do jornal Valor Econômico, o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga, Minas Gerais, rejeitou a proposta feita pela Usiminas de reduzir a jornada de trabalho acompanhada de redução dos salários, como forma de reduzir as demissões. A Usiminas precisa, por lei, que os funcionários aprovem a medida formalmente através do sindicato. Os salários diminuiriam entre 14% e 16%. 

Santander Brasil (SANB11, R$ 16,12, +1,64%)
Após os ADRs subirem na véspera em meio à notícia da última quarta-feira de que o banco ganhou uma causa de R$ 4,8 bilhões na Justiça que vai proporcionar um lucro extraordinário no segundo trimestre do ano, as ações seguem em alta, mas menores em relação à abertura. Com todo esse dinheiro afetando positivamente seu balanço, o banco aproveitou para anunciar um reforço de provisão de R$ 1,6 bilhão. Boa parte desta provisão adicional deve ser usada para se prevenir contra calotes, em meio à crise gerada pela Lava Jato e o crescente número de recuperação judiciais.

Enquanto os grandes bancos anunciaram aumentos significativos de provisões no primeiro trimestre, o Santander havia sido o único a não ter qualquer impacto neste quesito. Com a vitória na Justiça, poderá fazer este reforço sem ter que perder na linha do lucro. O banco não informou a que se refere esse reforço de R$ 1,6 bilhão em seu balanço. Segundo a assessoria de imprensa, a nova provisão servirá para uma série de questões, entre elas a de devedores duvidosos.

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Exportadoras
Com o dólar disparando 1,35%, a R$ 3,1765, em meio aos dados de emprego melhores do que o esperado nos EUA, com a geração de 262 mil postos de trabalho, o que dá forças para um aumento da taxa de juros no país, as ações de exportadoras registram alta. Fibria (FIBR3, R$ 43,71, +1,79%), Suzano (SUZB5, R$ 16,38, +1,74%), que têm receita atrelada ao dólar, têm um dos maiores ganhos do Ibovespa. Klabin (KLBN11) também vê seus papéis subirem cerca de 1%.

AES Tietê (GETI3, R$ 16,23, +13,34%; GETI4, R$ 17,35, +1,11%)
A AES Tietê vê os seus papéis subirem, mas o grande destaque fica para os ativos ON da empresa.

A AES Holdings Brasil e a BNDESPar, unidade de participações do BNDES, anunciaram na quarta-feira uma proposta de reorganização societária envolvendo a Companhia Brasiliana de Energia e a AES Tietê, assim como as companhias e empresas direta e indiretamente controladas pela Brasiliana. 

Após a cisão, o capital social da Brasiliana Participações passará a ser detido por AES Brasil (46,15 por cento) e BNDES Participações (53,85 por cento), na mesma proporção em que as empresas participam atualmente do capital social da Brasiliana. 

 

O Credit Suisse que, com a reestruturação, o spread entre as ações ordinárias e preferenciais da AES Tietê deixa de se justificar. A nova administração a AES Tietê vai criar uma unit formada por quatro ações preferenciais e uma ação ordinária. Além disso, o banco suíço elevou a recomendação para os ativos GETI4 para neutro e elevou o preço-alvo de R$ 17,00 para R$ 19,00.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 8,22, -0,48%)
As ações da Ecorodovias seguem queda, mas menor em relação à abertura, quando os papéis chegaram a cair 2,91%. Segundo a revista Exame, a Ecorodovias tenta vender terminal de conteiner comprado há 3 anos após aumento da concorrência ter reduzido rentabilidade dos operadores.