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Vale (VALE3) rompe máximas históricas: é hora de cautela ou compra?

Sequência de sete meses de alta reforça tendência, mas exige atenção no curto prazo

Rodrigo Paz

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A Vale segue protagonizando um dos movimentos mais fortes da Bolsa, com uma trajetória de alta bem estruturada e sustentada por fluxo comprador consistente. No acumulado de 2025, VALE3 registra valorização de 48,01%, enquanto no último mês o avanço é de 11,97%, desempenho que consolida sete meses consecutivos de ganhos. Na súltima sessão, o papel subiu 3,76%, encerrando aos R$ 75,87, após romper a antiga máxima histórica em R$ 74,83 e renovar topo na região de R$ 75,99.

Do ponto de vista técnico, o ativo negocia acima das principais médias móveis, todas com inclinação positiva nos gráficos diário e semanal, o que confirma uma tendência de alta bem definida. Em contrapartida, o movimento recente deixou o preço esticado, com afastamento relevante das médias e indicadores de momentum em níveis elevados — IFR (14) em 83,50 no diário e 85,27 no semanal. Esse conjunto reforça um cenário construtivo, mas que passa a exigir maior atenção à possibilidade de correções técnicas ao longo do caminho.

Para entender até onde o preço das ações da Vale (VALE3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Vale (VALE3)

No curto prazo, o viés permanece altista, com predominância clara do fluxo comprador. O fechamento em R$ 75,87 mantém o papel muito próximo da máxima histórica em R$ 75,99, que segue como principal referência técnica. Um rompimento sustentado desse nível tende a abrir espaço para novas renovações de topo e manutenção do movimento de alta.

Apesar do cenário positivo, o mercado já precifica um nível elevado de esticamento. O preço segue afastado das médias móveis e o IFR (14) em 83,50 indica sobrecompra, aumentando a probabilidade de movimentos de consolidação ou correções pontuais nas próximas sessões. Até o momento, no entanto, não há sinal gráfico claro de reversão, e qualquer ajuste tende a ser visto, inicialmente, como movimento técnico dentro da tendência principal.

Para que o ativo passe a sinalizar enfraquecimento mais consistente no curto prazo, seria necessário o rompimento da região das médias móveis, que hoje funcionam como suporte dinâmico e balizam a manutenção do fluxo comprador.

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Resistências: R$ 75,99, R$ 77,27, R$ 78,44, R$ 80,34, R$ 81,29 e R$ 83,45.
Suportes: R$ 74,83, R$ 71,65, R$ 68,98, R$ 65,70, R$ 63,92 e R$ 61,40.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de médio prazo

No médio prazo, a leitura técnica segue bastante sólida. A sequência de altas e a renovação de máximas históricas confirmam a força estrutural da tendência, com o papel negociando confortavelmente acima das médias móveis de referência. O fluxo comprador permanece dominante, sustentando o movimento ao longo das últimas semanas.

O principal ponto de atenção está no esticamento do preço, evidenciado pelo forte afastamento das médias e pelo IFR (14) em 85,27, em região clara de sobrecompra. Esse cenário eleva a probabilidade de correções técnicas ou períodos de lateralização nas próximas semanas, sem que isso represente, até aqui, uma mudança no viés principal.

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Enquanto o papel se mantiver acima das regiões mais relevantes de suporte, o cenário base segue sendo de continuidade da alta, ainda que com ajustes intermediários ao longo do percurso.

Resistências: R$ 75,99, R$ 76,26, R$ 79,68, R$ 81,21, R$ 82,75, com alvo mais longo em R$ 87,70.
Suportes: R$ 74,83, R$ 70,81, R$ 64,36, R$ 61,04, R$ 57,81, além da média de 200 períodos em R$ 55,84, que segue como suporte estrutural importante no médio prazo.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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