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Vale (VALE3): queda do minério e custos mais altos devem “tirar brilho” do resultado, mas números seguirão saudáveis

Essa é a projeção de analistas para o balanço do terceiro trimestre da mineradora, com piora frente o segundo trimestre, mas melhora na base anual

Por  Lara Rizério -

SÃO PAULO – Preços mais baixos de minério – com queda de 21%, a US$ 144 a tonelada – e custos de frete mais altos devem guiar a Vale (VALE3) para um resultado do terceiro trimestre de 2021, a ser divulgado nesta quinta-feira (28) após o fechamento do mercado, ainda que seus números sigam superlativos.

De acordo com projeção Refinitiv, a média dos analistas consultados estima um lucro de US$ 6,293 bilhões no trimestre, com alta de 116% na base de comparação anual, mas queda de 17% frente o segundo trimestre. A estimativa para a receita é de US$ 14,282 bilhões, alta de 34% frente igual período de 2020, mas com queda de 14% ante abril e junho deste ano. Já para o Ebitda, a projeção é de US$ 9,187 bilhões, também com alta anual (+50%), mas baixa trimestral (-17%).

O Itaú BBA projeta um Ebitda de US$ 7,2 bilhões para a Vale, com a queda em preços realizados ultrapassando o declínio na média do período para o minério. Isso devido a ajustes no mecanismo de precificação e concentração potencial de vendas no final do trimestre (quando os preços estavam mais baixos).

Para o negócio de metais básicos, a projeção é de um Ebitda de cerca de US$ 730 milhões (queda de 15% na base trimestral), já que os preços mais altos são mais do que compensados ​​por volumes reduzidos de níquel, preços mais baixos do cobre e um custo caixa mais alto por tonelada para ambos os produtos.

Os analistas da XP apontam que preços realizados significativamente mais baixos devem compensar os volumes de produção sazonalmente mais altos (89 milhões de toneladas) no terceiro trimestre.

Também projetam um custo de produção dos finos de minério de ferro da mina ao porto – chamado de custo caixa C1 – estável e o frete mais alto impulsionado pela alta do mercado de granéis sólidos.

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“Estimamos um Ebitda de US$ 7,1 bilhões para o segmento de minério de ferro. Em relação aos metais básicos, temos um Ebitda menor no trimestre (US$ 574 milhões) considerando os impactos da greve no Canadá. No carvão, esperamos números melhores devido à forte alta dos preços da commodity no trimestre”, destacam os analistas da casa. 

O Bradesco BBI também projeta um resultado mais fraco de forma sequencial, ainda que relativamente saudável, com um Ebitda de R$ 6,9 bilhões.

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Os analistas do banco também avaliam uma alta dos custos, de US$ 45 a tonelada no segundo trimestre para US$ 48 no terceiro listando, além dos fatores acima, os prêmios de qualidade mais baixos. Isso porque a diferença entre os preços do minério 65%, de maior qualidade, caíram em média US$ 27 a tonelada na comparação com o de teor 62% (de menor qualidade), apontam.

Já o Ebitda dos metais básicos deve chegar a cerca de US$ 480 milhões (queda de 45% no comparativo trimestral), impactado por custos mais altos e vendas mais fracas devido a interrupções na produção.

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