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Mais força de preços em metais básicos, mais risco vindo de custos de produção do minério de ferro. Essa é a expectativa de analistas para o balanço da Vale (VALE3), que será divulgado na noite desta quinta-feira (30). Os preços realizados mais baixos para minério de ferro devem pressionar o segmento, para a mineradora.
A Vale deve apresentar lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de cerca de US$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, com queda de 2% na comparação trimestral, segundo o Safra. O Itaú BBA estima queda de 7% do Ebitda proforma na base trimestral, para US$ 3,63 bilhões.
Na análise do Safra, a unidade de metais básicos deve ter Ebitda 17% maior. A razão do avanço são os preços mais altos de cobre e níquel, para o banco.
O BBA tem visão diversa e considera que a divisão deve ter Ebitda 11% menor, porque mesmo com valores mais altos, os volumes foram menores e podem compensar. A análise cita também menor receita com subprodutos e custos maiores.
Mesmo com maior número de embarques, com +16%, para 79,5 milhões de toneladas, o aumento no custo C1, que é o custo que envolve mina, ferrovia e porto, para US$ 30,1 por tonelada (alta de +US$ 2/t).
Além dos custos caixa C1, já a pressão na divisão de Soluções de Minério de Ferro deve acontecer também pela redução de preços realizados. O banco projeta o preço realizado de minério de ferro de US$ 95 por tonelada no período.
Confira estimativas:
| Indicador (US$ milhões) | Itaú BBA (2T26e) | Genial (2T26e) | Consenso LSEG (2T26e) |
|---|---|---|---|
| Receita Líquida | 10.086 | 10.346 | 10.470 |
| Ebitda Proforma | 3.630 | 3.830 | 3.831 |
| Lucro Líquido | 1.755 | 2.030 | 1.849 |
| Margem Ebitda | – | 37,0% | – |
