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Vale (VALE3) ainda tem espaço para cair? Veja o que diz a análise técnica

Vale (VALE3) segue pressionada no curto prazo e testa uma região técnica decisiva. A defesa dos suportes poderá determinar se a ação reagirá ou ampliará o movimento corretivo.

Rodrigo Paz

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As ações da Vale (VALE3) seguem pressionadas após ampliarem o movimento corretivo iniciado depois da máxima histórica em R$ 91,62. No curto prazo, o ativo permanece negociando abaixo das principais médias móveis, mantendo o viés vendedor. Já no gráfico semanal, apesar de ainda acumular leve alta em 2026, a perda de força compradora após o forte rali observado no início do ano mantém o mercado atento à defesa dos principais suportes.

Na minha leitura, a região entre R$ 71,93 e R$ 64,23 passa a ser o principal ponto de atenção. Apesar de o IFR já se aproximar da região de sobrevenda no gráfico diário, o que pode favorecer repiques técnicos, ainda não observo sinais consistentes de reversão. Assim, os próximos movimentos dependerão da capacidade dos compradores de defender essa faixa ou da continuidade da pressão vendedora.

Análise técnica Vale (VALE3)

No gráfico diário, observo que VALE3 encerrou a última sessão com queda de 1,79%, cotada a R$ 72,58, reforçando o movimento corretivo das últimas semanas. O ativo segue negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém a tendência de baixa no curto prazo.

O IFR (14) marca 31,40 pontos, muito próximo da região de sobrevenda, indicando que o mercado já apresenta um movimento bastante esticado. Apesar disso, sigo entendendo que eventuais repiques técnicos só ganharão relevância caso sejam acompanhados por aumento do volume comprador e recuperação das médias móveis.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, a perda da região entre R$ 71,93 e R$ 65,70 poderá acelerar a pressão vendedora e abrir espaço para novas quedas em direção aos suportes de R$ 63,90, R$ 61,00 e R$ 57,55.

Por outro lado, para que o ativo volte a apresentar sinais mais consistentes de recuperação, será necessário retomar as médias móveis e superar a faixa de resistência entre R$ 75,00 e R$ 75,75. Acima desses níveis, a ação poderá buscar R$ 79,32, R$ 81,58, R$ 85,41 e R$ 89,75.

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Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, VALE3 acumula alta de 0,86% em 2026, embora tenha chegado a registrar valorização superior a 26% ao longo do ano antes de devolver grande parte desse movimento. Desde a máxima histórica em R$ 91,62, o ativo entrou em um processo corretivo e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, refletindo a perda de força compradora.

O IFR (14) está em 41,07 pontos, em região neutra, indicando que ainda existe espaço para a continuidade da correção antes que o mercado atinja níveis extremos.

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Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Na minha leitura, a faixa entre R$ 71,93 e R$ 64,23 segue como o principal suporte do médio prazo. Caso essa região seja perdida com aumento do volume vendedor, a correção poderá ganhar intensidade e levar a ação em direção à média móvel de 200 períodos, localizada em R$ 59,12. Abaixo desse nível, os próximos suportes ficam em R$ 57,58, R$ 53,65 e R$ 48,50.

Por outro lado, para que a Vale volte a fortalecer sua estrutura técnica, será importante recuperar inicialmente as médias móveis de 9 e 21 períodos e romper a resistência em R$ 77,85. Acima dessa faixa, o ativo poderá buscar R$ 80,92, R$ 89,75 e, posteriormente, voltar a testar a máxima histórica em R$ 91,62. Enquanto isso não ocorrer, sigo avaliando que o viés predominante permanece sendo de baixa, embora uma reação técnica não possa ser descartada diante do mercado já bastante pressionado.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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