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Vale (VALE3): ação sobe no mês, mas segue pressionada com viés de baixa; veja análise

Apesar da valorização recente, o cenário ainda é de cautela no médio prazo

Rodrigo Paz

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Acompanhando as ações da Vale (VALE3) e, apesar de um leve alívio no curto prazo, o viés principal segue negativo. Após atingir o topo histórico em R$ 80,81, o papel entrou em uma trajetória descendente, respeitando uma linha de tendência de baixa (LTB) bem delineada no gráfico semanal.

Na sessão mais recente, VALE3 encerrou em alta de 0,91%, cotada a R$ 54,40. No acumulado de julho, a valorização é de 3,32%, enquanto no ano de 2025, o ganho chega a 3,62%.

Para entender até onde o preço das ações da Vale (VALE3) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

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Análise técnica Vale (VALE3)

No gráfico diário, observo um movimento de recuperação no curto prazo, com o ativo oscilando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para sustentar esse impulso, será essencial retomar e se manter acima da região das médias, o que abriria espaço para novos avanços. O primeiro desafio está na faixa de R$ 54,63 a R$ 54,80 — uma zona de resistência que precisa ser vencida com apoio de fluxo comprador relevante.

Caso consiga superar essa região, VALE3 pode mirar os próximos alvos em R$ 57,12 e R$ 58,45, com objetivos mais ambiciosos em R$ 60,00, R$ 62,42 e até R$ 64,00.

Por outro lado, para retomar o movimento de queda, o papel deverá romper a faixa de suporte entre R$ 53,27 e R$ 49,72. Perdendo esse patamar, os próximos suportes se localizam em R$ 48,77 e R$ 46,58. Um rompimento mais profundo pode acelerar a pressão vendedora, levando o papel a testar R$ 43,88 e, num cenário mais negativo, R$ 41,20.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a estrutura técnica continua pressionada por uma linha de tendência de baixa (LTB) que se desenha desde o início de 2023, quando o ativo tocou o topo em R$ 80,81. Desde então, observo que VALE3 tem oscilado dentro de uma lateralização nas últimas semanas, sem conseguir consolidar uma reversão mais ampla.

Apesar de registrar três semanas consecutivas de alta antes da atual, o papel voltou a apresentar fraqueza. Para retomar o movimento comprador no médio prazo, será crucial um rompimento consistente da resistência entre R$ 56,00 e R$ 58,45, com volume relevante. O próximo obstáculo técnico está na média móvel de 200 períodos, atualmente em R$ 59,79, seguido por alvos em R$ 62,42, R$ 69,34, R$ 71,38 e o retorno ao topo histórico de R$ 80,81.

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Do lado oposto, a perda da faixa entre R$ 53,34 e R$ 50,00 pode reacender o viés vendedor. Caso essa região seja rompida, os suportes passam a ser R$ 48,77, R$ 46,58 e R$ 43,88. Em uma extensão negativa, vejo possibilidade de VALE3 testar R$ 39,40 e até R$ 36,70.

O Índice de Força Relativa (IFR 14) no semanal está em 51,02, o que indica uma zona de neutralidade, sem sinal claro de sobrecompra ou sobrevenda.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências do Ibovespa

Suportes:

  1. R$ 53,34 – R$ 50,00 – Faixa de suporte importante no gráfico semanal; perda pode acentuar movimento de baixa.
  2. R$ 48,77 – Suporte intermediário; já segurou quedas anteriores.
  3. R$ 46,58 – Fundo anterior; rompimento reforça tendência de baixa.
  4. R$ 43,88 – Região de suporte mais longo; base potencial em caso de forte pressão vendedora.
  5. R$ 41,20 – Alvo mais estendido no gráfico diário; perda desse patamar pode gerar aceleração.
  6. R$ 39,40 – Suporte de médio/longo prazo, observado em topos e fundos antigos.
  7. R$ 36,70 – Suporte extremo no gráfico semanal; zona relevante em caso de continuidade da tendência de baixa.

Resistências:

  1. R$ 54,63 – R$ 54,80 – Faixa de resistência imediata; precisa ser superada para continuidade da alta no curto prazo.
  2. R$ 56,00 – R$ 58,45 – Região crítica; rompimento pode abrir caminho para retomada mais consistente.
  3. R$ 59,79 – Média móvel de 200 períodos no gráfico semanal; forte barreira técnica.
  4. R$ 60,00 – R$ 62,42 – Faixa de resistência relevante de curto para médio prazo.
  5. R$ 64,00 – Resistência intermediária; alvo possível caso supere R$ 62,42.
  6. R$ 69,34 – R$ 71,38 – Região de congestão anterior; pode atrair realização parcial de lucros.
  7. R$ 80,81 – Topo histórico; principal resistência de longo prazo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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