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Vale tem prejuízo de US$ 133 mi; balanços de BR Distribuidora e Duratex, desdobramento do Magalu e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira

(divulgação)
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No Radar InfoMoney desta quinta-feira (01) o destaque são os números da Vale, com a mineradora registrando prejuízo enquanto a expectativa era de lucro, além dos balanços de BR Distribuidora e Duratex. Magazine Luiza aprova desdobramento das ações. 

Vale (VALE3)

A Vale voltou a registrar prejuízo no segundo trimestre deste ano, devido às novas provisões relacionadas à tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Com isso a companhia registrou perdas de US$ 133 milhões no intervalo de abril a junho. O prejuízo é o segundo consecutivo, depois da perda de US$ 1,6 bilhão nos três primeiros meses do ano.

“Conforme progredimos para uma reparação completa e efetiva, o segundo trimestre foi um período de transição para o negócio, com o rompimento da barragem em Brumadinho ainda impactando volumes, custos e despesas. Entretanto, nossa resposta começou a dar frutos para garantir a segurança das pessoas e das operações da companhia, bem como para reduzir incertezas e entregar resultados sustentáveis com um portfólio de produtos de alta qualidade, que já serão refletidos no próximo trimestre”, afirmou o presidente da companhia, Eduardo Bartolomeo, em documento que acompanha o demonstrativo financeiro divulgado nesta noite de quarta-feira, 31.

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Segundo a Vale, provisões por conta da tragédia de Brumadinho somaram US$ 1,5 bilhão no segundo trimestre. O descomissionamento de barragem de rejeitos de Germano consumiu US$ 257 milhões adicionais e a Fundação Renova, relacionada à tragédia da Barragem em Mariana, mais US$ 383 milhões. As provisões não haviam sido contabilizadas nas projeções das instituições financeiras.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no intervalo entre abril e junho veio em US$ 3,098 bilhões, queda de 20% na relação anual. O resultado reverte ainda o número negativo registrado nos três primeiros meses deste ano, quando a empresa teve queima de caixa, a primeiro de sua história, exatamente por conta de Brumadinho. No segundo trimestre a margem Ebitda ajustado ficou em 34%.

O prejuízo da Vale pegou os analistas de surpresa, já que a expectativa era de um lucro para o segundo trimestre. Sem considerarem provisões adicionais por conta da tragédia em Brumadinho, que ocorreu em janeiro, a média projetada por instituições financeiras apontava para um ganho de US$ 2,508 bilhões, conforme estimativas coletadas no BB Banco de Investimento, BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, Safra e XP Investimentos.

Já a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de US$ 3,098 bilhões veio 33% menor do que a projeção de US$ 4,663 bilhões.

A receita líquida da Vale, por fim, que alcançou US$ 9,186 bilhões, ficou em linha com as estimativas (US$ 9,458 bilhões).

O Itaú BBA avaliou que os números operacionais foram sólidos, porém o mais relevante foi o aumento da visibilidade quanto ao impacto financeiro da tragédia de Brumadinho, com o US$ 1,4 bilhão em provisões adicionais (totalizando cerca de US$ 6 bilhões no primeiro semestre). A instituição prevê que os números gerem uma reação positiva no mercado. “Acreditamos que os pagamentos de dividendos podem ser retomados no quarto trimestre devido às fortes perspectivas de geração de caixa à frente”, destacou.

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Já o Bradesco BBI escreveu que a Vale reportou um resultado mais fraco que esperado, com EBITDA ajustado de US$ 4,4 bilhões, desconsiderando provisões pela tragédia de Brumadinho e reversão de outras contingências). Segundo a instituição, tanto a divisão de minério de ferro como de metais base entregaram números mais fracos, enquanto os custos ficaram acima do esperado, de US$ 17,6/tonelada versus estimativa de US$ 15,5/tonelada.

Para o terceiro trimestre, o Bradesco espera que esses custos recuem a US$ 15/t, quando as despesas de paradas devem ser reduzidas. Assim como o Itaú, o Bradesco avalia que a Vale deverá retomar o pagamento dos dividendos, “nos próximos trimestres”.

“Mantemos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$68/ação), uma vez que vemos o segundo trimestre como de transição, marcado pela normalização das operações e definição da maioria das provisões, o que deve permitir que as ações da Vale voltem gradualmente a negociar com base em fundamentos”, afirmam os analista da XP. 

A Vale ainda anunciou a conclusão da aquisição da Ferrous Resources Limited (Ferrous), de acordo com os termos divulgados em 6 de dezembro de 2018. “A Vale reafirma a importância dessa aquisição, que incrementará imediatamente a produção própria com 4 Mtpa de pellet feed de alta qualidade a custos operacionais competitivos, uma vez que o projeto Viga 4 teve seu ramp-up bem-sucedido, atingindo assim sua plena capacidade”, diz a empresa.

A Ferrous possui e opera minas de minério de ferro localizadas em proximidade às operações da Vale em Minas Gerais, Brasil. “A conclusão dessa aquisição está alinhada com a estratégia da Vale de maximização do flight-toquality no negócio de Minério de Ferro”, acrescenta a empresa.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora divulgou lucro líquido de R$ 302 milhões no segundo trimestre de 2019, crescimento de 14,8% na comparação com os R$ 263 milhões em igual período do ano passado. Frente ao trimestre imediatamente anterior, de R$ 477 milhões, entretanto, o lucro líquido mostrou uma queda de 36,7%.

O Ebitda ajustado (sem o IFRS 16) apresentou leve queda de 0,8% no ano e queda de 37,3% no trimestre, para R$ 504 milhões. Considerando a nova norma contábil, o Ebitda ajustado da empresa foi de R$ 541 milhões, alta de 6,5% no ano, mas queda de 35,7% no trimestre. Segundo a empresa, o indicador foi prejudicado pelo menor lucro bruto no período – efeito de perdas de estoque após a redução dos preços do diesel e da gasolina em junho de 2019.

A margem Ebitda unitária caiu de R$ 86/m3 no primeiro trimestre de 2019 para R$ 54/m3 no segundo trimestre deste ano. O recuo, segundo a BR, refletiu “menores margens de comercialização praticadas ao longo dos meses de abril e maio, numa estratégia de busca de aumento de volume de venda nos segmentos de revenda e grandes consumidores”.

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A receita da empresa ficou em R$ 24,045 bilhões, crescimento de 1,9% na comparação com os R$ 23,597 bilhões no segundo trimestre de 2018, e alta de 7,2% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. De acordo com a empresa, o avanço refletiu os maiores volumes de vendas e o aumento do preço médio de comercialização dos derivados, de 4,7% na comparação com os primeiros três meses do ano.

O Credit Suisse destacou que a BR Distribuidora entregou um resultado abaixo das expectativas em relação ao Ebitda, mesmo com a fraca base de comparação com o segundo trimestre do ano passado, por conta da greve dos caminhoneiros. O lucro, por sua vez, ficou cerca de 50% abaixo das expectativas da instituição.

Segundo o relatório, a avaliação é de que os investidores possam estar mais interessados no turnaround, depois da privatização, do que nos resultados passados. “O segundo trimestre mais fraco não deve ser recorrente assim como a surpresa positiva do primeiro trimestre”, destacam. O Credit Suisse mantém uma recomendação de “Outperform”, com preço-alvo de R$ 32,00.

Gol (GOLL4)

A Gol registrou um prejuízo líquido, antes de participação de minoritários, de R$ 120 milhões no segundo trimestre, representando uma queda de 93,6% na comparação com as perdas de R$ 1,8 bilhão de um ano antes. O prejuízo após a participação de minoritários, por sua vez, recuou 89,9%, para R$ 194,6 milhões.

O lucro operacional da Gol medido pelo Ebit somou R$ 318,9 milhões de abril a junho, representando uma alta de 84,3% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O EBITDA (excluindo as despesas não recorrentes) totalizou R$814,7 milhões, aumento de 110,5%. A margem foi de 25,9% (+9,5 p.p.).

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 418,1 milhões, ante perdas de R$ 1,994 bilhão de um ano antes.

A receita líquida no trimestre foi R$ 3,1 bilhões, crescimento de 33,4%, devido principalmente ao aumento de receita de passageiros nos mercados doméstico e internacional, e de receitas com franquia e excesso de bagagem na comparação com igual período no ano passado.

Segundo a companhia, com base nas tendências atuais de custos, estima-se que o CASK do terceiro trimestre de 2019 aumentará aproximadamente 11% a 13%, ano contra ano. “A Companhia tem protegido por contratos de hedge aproximadamente 67% de seu consumo de combustível para o ano de 2019, a um preço médio de aproximadamente US$62 e 56% do seu consumo de combustível para o ano de 2020, a um preço médio WTI de US$ 64”, destaca.

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A empresa afirma ainda que, atualmente, as tendências de receita e reservas de passageiros permanecem fortes espera-se que o RASK do terceiro trimestre de 2019 cresça de 11% a 13%, em comparação com o terceiro trimestre de 2018.

A Gol informou ainda uma revisão nas projeções financeiras para 2019 e 2020. “As projeções estão ajustadas para refletir as recentes variações nos preços do petróleo, a depreciação do Real versus o Dólar americano e ajustes ao plano de frota”, explicou a empresa.

Entre os principais indicadores revisados estão: o lucro por ação foi revisado de uma faixa de R$ 1,20 a R$ 1,60 para R$ 1,40 a R$ 1,70, este ano, e de R$ 1,80 a R$ 2,30 para R$ 2,00 a R$ 2,50, no próximo ano – “excluindo ganhos e perdas de variação cambial e perdas não realizadas no ‘Exchangeable Senior Notes’”.

Para a alavancagem, a projeção para este ano recuou de aproximadamente 2,9 vezes para 2,8 vezes, enquanto para o ano que vem se manteve em 2,4 vezes. A empresa incluiu um gasto de cerca de R$ 600 milhões em aeronaves para 2020, o que não estava previsto.

A empresa elevou de 124 a 127 para 125 a 127 a frota média para este ano e de 128 a 131 para 131 a 136 para o ano que vem. A oferta por assento (ASK) em porcentual subiu de 7 a 10 para 9 a 11, este ano, e de 7 a 10 para 6 a 8 no ano que vem. Já a taxa média de ocupação se manteve entre 79% e 81% este ano, mas subiu de 79% a 81% para 80% a 82% em 2020.

Segundo a empresa, as perspectivas financeiras poderão ser ajustadas diante de mudanças no mercado macroeconômico, assim como no de atuação da companhia. “A Gol tem aproximadamente 67% de seu consumo de combustível para o ano de 2019 protegido por contratos de hedge, a um custo médio de US$ 62 e 56% do seu consumo de combustível para o ano de 2020, a um custo médio de US$ 64”, acrescentou.

Por fim, a Gol anunciou um plano de recompra de até 3 milhões de ações preferenciais, pelos próximos doze meses, com início em 1º de agosto e término em 31 de julho de 2020. Na presente data, a Companhia possui 268.290.641 ações preferenciais e 6.390 ações preferenciais em tesouraria.

Duratex (DTEX3)

A Duratex teve um lucro líquido de R$ 69,378 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 58,4% abaixo da registrada no mesmo intervalo do ano passado. A empresa informou ainda um lucro líquido recorrente de R$ 69,480 milhões, tendo, neste critério, uma alta de 152%.

Segundo a empresa, o lucro líquido recorrente foi puxado pelo desempenho dos negócios e pelo maior impacto de variação do valor do ativo biológico, que gerou ganho de cerca de R$ 40 milhões em seu lucro líquido.

O Ebitda ajustado e recorrente somaram R$ 213,303 milhões, representando queda de 3,1%. A margem, por sua vez, ficou em 18,6%, ante 19,8% de um ano antes.

A receita líquida consolidada recuou 2%, para R$ 1,144 bilhão. O volume expedido na unidade Deca recuou 5,7%, em revestimentos cerâmicos avançou 19%, enquanto o volume de painéis expedidos caiu 0,6%.

O Bradesco BBI destaca que os resultados da Duratex vieram em linha, mas “muito abaixo do potencial”. Entre os destaques do balanço os resultados da área de painéis de madeira maciça, com embarques domésticos ajustados de até dois dígitos em relação ao ano anterior; e o desempenho de Deca, com melhora em termos de margens, embora a recuperação do volume continue defasada. A recomendação segue de “Outperform”, com preço-alvo de R$ 16.

Azul (AZUL4)

A Azul recebeu 15 horários de pousos e decolagens, a Passaredo ficou com 14 e a amazonense MAP com outros 12 slots no processo de redistribuição das 41 autorizações que eram operadas pela Avianca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O resultado foi divulgado no início da noite de ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Apesar do anúncio, o processo de distribuição ainda não foi totalmente concluído porque Passaredo e MAP têm nove dias para demonstrar capacidade técnica para voar no terminal paulistano. Caso não o fizerem, os horários voltarão a ser redistribuídos. Segundo a agência, as duas aéreas regionais deverão comprovar ao operador do aeroporto e ao órgão de controle do espaço aéreo “o atendimento de requisitos operacionais exigidos para operação no aeroporto”.

Caso alguma das duas aéreas não seja autorizada a operar em Congonhas, os slots destinados a ela voltarão para o banco e serão distribuídos. Nesse caso, a Azul poderá voltar a concorrer até chegar ao limite de 54 voos no aeroporto. Com os novos horários, a empresa passa a ter 41 slots em Congonhas. Poderia, portanto, concorrer, nesse caso, a mais 13 novos horários.

O Bradesco BBI avaliou que, embora os 15 novos slots que a Azul vai operar em Congonhas estejam abaixo do que era esperado, a companhia ganha massa crítica para Operar a rota São Paulo – Rio de Janeiro. “Além disso, o incremento a maior frequência dos voos entre as duas cidades devem adicionar novos membros ao Tudo Azul e impulsionar o crescimento de Azul Cargo”, destacou.

O incremento também abre espaço para a Azul comprar a Passaredo por US$ 93 milhões, consolidando sua presença em Congonhas, acrescenta o Bradesco, informando que mantém a recomendação de “Outperform”. O preço-alvo é de R$ 65,00.

Magazine Luiza (MGLU3)

A varejista Magazine Luiza aprovou em Assembleia Geral Extraordinária o desdobramento de suas ações na proporção de 1 para 8, “sem modificação do capital social”. Após o desdobramento, o capital social do Magazine Luiza permanecerá no montante de R$ 1.770.911.472,00, dividido em 1.524.731.712 de ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.

“O desdobramento será operacionalizado e efetivado pela administração da companhia preservando todos os direitos dos acionistas”, informou a companhia. As ações serão negociadas ex-desdobramento a partir de 6 de agosto de 2019 (inclusive).

A realização da operação de desdobramento tem como objetivo tornar o patamar de preços para os papéis mais acessível aos investidores e, consequentemente, aumentando também a liquidez das ações.

Sul América (SULA11)

A Sul América concluiu a aquisição da Prodent Assistência Odontológica, pelo valor de R$ 146,0 milhões, dos quais R$ 60,9 milhões serão pagos à vista e R$ 85,1 milhões retidos e vinculados a condições previstas no contrato, com pagamento corrigido a ser realizado em até 5 anos.

Com Prodent, que possuía 419 mil beneficiários ativos, de acordo com dados da ANS de maio de 2019, a Sul América atinge 1,7 milhão de beneficiários, representando aumento de 30% da nossa base de clientes de proteção odontológica e atingindo 6% de participação de mercado em receitas.

Minerva (BEEF3)

A Minerva informou ontem que o conselho de administração aprovou o prosseguimento da oferta pública inicial da Athena e respectiva listagem de suas ações na Bolsa de Comércio de Santiago.

(Com Agência Estado)

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