Destaques da Bolsa

Vale sobe 1,9%, B2W desaba 6,5% e outras 17 ações reagem a resultados

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (10)

SÃO PAULO – Após dois dias seguidos de queda, o Ibovespa seguiu refletindo o mau humor internacional nesta sexta-feira (10), em meio aos tuítes de Donald Trump e a tentativa do mercado em entender o cenário da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Na política, os investidores também reagiram a mais uma derrota do governo Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara dos Deputados, correndo o risco de ver a Medida Provisória da reforma administrativa caducar.

Do lado das empresas, o destaque ficou com o balanço da Vale e as consequências financeiras do desastre de Brumadinho (MG), como o prejuízo líquido de US$ 1,6 bilhão. Estão previstas para a hoje, após o fechamento do mercado, as divulgações do balanços da Alpargatas, Notre Dame, Direcional e M.Dias Branco.

Confira os destaques deste pregão:

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Vale (VALE3)

Os resultados da Vale do primeiro trimestre captaram os impactos da tragédia de Brumadinho. A empresa apresentou um prejuízo líquido de R$ 6,4 bilhões, revertendo lucro de R$ 5,1 bilhão do mesmo intervalo de 2018.

O rompimento da barragem levou a empresa a registrar, pela primeira vez, um potencial de geração de caixa, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês), negativo, em 2,8 bilhões. As provisões relacionadas ao incidente do final de janeiro somaram R$ 17,1 bilhões, porém estes valores poderão ser revistos e ajustados de forma significativa, aponta a empresa, com base na análise de auditores do balanço.

A empresa informou que R$ 7,1 bilhões serão usados para descomissionamento de barragens do sistema de alteamento a montante e outros R$ 6,8 bilhões por conta do acordo assinado entre a Vale e a Defensoria Pública de Minas Gerais.

Os especialistas da Eleven Financial Research, Adeodato Volpi Neto, Mariana Ferraz e Raphael Figueiredo, escreveram que os US$ 5 bilhões em impactos do desastre ultrapassaram as suas estimativas, mas mostram que a companhia fez certo ao impactar de uma vez só o seu resultado com os danos. “O número pode ser absorvido e o choque diluído nos trimestres à frente”, destacam.

Já os analistas do Goldman Sachs, Thiago Ojea e Lucas Canteras, apontaram em relatório que o Ebitda da companhia sem os efeitos de Brumadinho foi de US$ 4,1 bilhões, 10% abaixo das estimativas iniciais do banco. No entanto, a queda de 11% na produção de minério de ferro reportada no relatório de produção divulgado esta semana já fez o mercado esperar um resultado abaixo do esperado nessa frente.

Petrobras (PETR4)

O governo definiu ontem as regras para o processo de venda das refinarias da Petrobras, como forma de aumentar a concorrência no setor e tentar reduzir os reços dos combustíveis. A resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética prevê que a estatal se desfaça das operações, dando preferência a grupos econômicos que não operem de forma verticalizada no mercado.

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou essa semana que a empresa pretende vender suas refinarias, mas “sem criar monopólios regionais”.

Ainda na matriz energética, o governo pretende anunciar em breve um plano para baratear o preço do gás, o que incluiu a saída da Petrobras do setor e a privatização de distribuidoras estaduais, destaca O Globo. Além disso, estão previstas mudanças na regulação do setor, como a permissão do acesso de gasodutos, pertencentes aos estados, para acesso de terceiros.

Assim como no setor de energia elétrica, o governo quer incentivar a figura do consumidor livre de gás, permitindo que as empresas decidam de quem querem comprar o produto. Pela lei atual, os estados controlam a maioria das distribuidoras, que contam com a Petrobras como sócia.

BRF (BRFS3)

A dona das marcas Sadia e Perdigão reportou um prejuízo líquido de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre. A perda é maior do que o próprio resultado negativo em R$ 62 milhões registado entre janeiro e março do ano passado. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 7.36 bilhões nos primeiros três meses de 2019, o que corresponde a uma alta de 4,7% no mesmo comparativo. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 748 milhões, 9,3% acima dos números do primeiro trimestre do ano passado.

Suzano (SUZB3)

A produtora de papel e celulose teve um prejuízo líquido de R$ 1,229 bilhão no primeiro trimestre de 2019, contra um lucro de R$ 1,428 bilhão no mesmo período do ano passado. A mediana das expectativas dos analistas consultados pela Bloomberg era de lucro de R$ 1,281 bilhão. O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 2,761 bilhões, em queda de 18% ante o primeiro trimestre de 2018, mas acima das estimativas de R$ 2,404 bilhões. A Receita líquida da companhia foi de R$ 5,699 bilhões, caindo 15% na comparação anual.

B3 (B3SA3)

A bolsa teve um lucro líquido de R$ 736,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, um avanço de 64,3% sobre o lucro de R$ 448 milhões registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 970,8 milhões, alta de 27,7% em relação ao do primeiro trimestre de 2018. Por fim, a Receita Líquida da B3 atingiu R$ 1,378 bilhão, crescimento de 24% na comparação anual.

Rumo (RAIL3)

A empresa de logística teve um lucro líquido de R$ 27 milhões, ante prejuízo líquido de R$ 59 milhões no primeiro trimestre de 2018. O Ebitda da companhia ficou em R$ 802 milhões, em expansão de 12,7% sobre o mesmo período do ano anterior. A Receita líquida foi de R$ 1,635 bilhão, crescendo 17,1% em relação ao faturamento dos três primeiros meses de 2018.

BR Malls (BRML3)

A administradora de shopping centers divulgou lucro de R$ 171 milhões no trimestre, alta de 13,8% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia foi de R$ 234,6 milhões, o que corresponde a um crescimento de 0,5% na comparação ano a ano.

Marisa (AMAR3)

A varejista registrou um prejuízo líquido de R$ 40,865 milhões, contra prejuízo de R$ 41,08 milhões no primeiro trimestre do ano passado. O Ebitda da empresa ficou em R$ 97,8 milhões, contra R$ 40,6 milhões na base anual.

Lojas Americanas (LAME4)

A rede de varejo teve um prejuízo consolidado de R$ 53,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo um lucro líquido de R$ 23,8 milhões de um ano antes. O Ebitda ajustado somou R$ 560,8 milhões, queda de 12,2%, mas com margem de 15,8%, ante 15,9% de um ano antes.

A receita líquida consolidada somou R$ 3,552 bilhões de janeiro a março, queda de 11,7%. As vendas brutas no conceito mesmas lojas de janeiro a abril subiram 5,8% sobre igual intervalo de 2018.

Segundo a empresa, as vendas foram prejudicadas porque a Páscoa ocorreu este ano no dia 21 de abril, concentrando as vendas desta data, com alta relevância no faturamento, no segundo trimestre, o que influenciou as bases de comparação.

B2W (BTOW3)

A companhia teve prejuízo líquido consolidado de R$ 139,2 milhões no primeiro trimestre, cifra 19,1% superior a do mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado atingiu R$ 83,2 milhões, com alta de 2,8% em um ano e margem de 6,5% (+1,0 p.p.). A receita líquida caiu 13,1%, para R$ 1,282 bilhão.

Banco Pine (PINE4)

O banco apresentou um prejuízo líquido contábil de 40,746 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo um lucro líquido de R$ 5,199 milhões de um ano antes. A carteira de crédito expandida alcançou o valor de R$ 4,3 bilhões, alta de 3,5 % na comparação trimestral, mas queda de 22,2% na comparação anual. Os ativos totais somaram R$ 9,454 bilhões, ante R$ 9,301 bilhões do quarto trimestre do ano passado e R$ 8,866 bilhões de um ano antes.

Estácio (ESTC3)

A companhia educacional registrou um lucro líquido pro-forma de R$ 246,7 milhões de janeiro a março, alta de 25% na comparação anual. O Ebitda pró-forma, por sua vez, ficou praticamente estável, somando R$ 329,6 milhões. A receita líquida recuou 0,3%, atingindo R$ 932,6 milhões.

Embraer (EMBR3)

A empresa informou que não divulgará suas informações financeiras trimestrais do primeiro trimestre dentro do prazo exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por conta da separação de ativos e passivos da aviação comercial e serviços associados, diante do tratamento contábil para contemplação da parceria estratégica com Boeing.

A empresa afirma, porém, que estão mantidas para 15 de maio a divulgação dos seus resultados, mas sem o efeito da separação da aviação comercial.

Qualicorp (QUAL3)

A empresa teve lucro líquido consolido de R$ 96,9 milhões no primeiro trimestre, cifra 5,1% inferior ao mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado totalizou R$ 238,6 milhões, alta de 0,4%. A receita líquida somou R$ 466,6 milhões de janeiro a março, queda de 2,6% em comparação com igual intervalo de 2018.

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela registrou lucro líquido de R$ 48 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 51 milhões de um ano antes. A receita líquida totalizou R$ 826 milhões, alta de 83,4%. Os lançamentos avançaram 63,7%, atingindo R$ 424 milhões, enquanto as vendas subiram 96,7%, para R$ 746 milhões.

Randon (RAPT4)

A empresa registrou lucro líquido de R$ 31,665 milhões no primeiro trimestre, queda 26,7% na comparação anual, e de 10,6% em relação ao quarto trimestre de 2018. O Ebitda atingiu R$ 134,306 milhões, queda de 15,8%. A receita líquida totalizou R$ 1,133 bilhão, expansão de 23%

Even (EVEN3)

A Even apresentou um lucro líquido de R$ 50,079 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 25,675 milhões de um ano antes. O Ebitda ajustado atingiu R$ 97,176 milhões, ante R$ 12,928 milhões de um ano antes. A receita operacional líquida somou R$ 483,821 milhões, alta de 54%.

CVC (CVCB3)

A CVC apresentou lucro de R$ 108 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma alta de 17,5% ante igual período do ano passado. O Ebitda somou R$ 203 milhões, queda de 15%. A receita líquida atingiu R$ 440 milhões, uma queda de 14,4%.

Ser (SEER3)

A Ser apresentou uma expansão de 9% no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre, que somou R$ 63,9 milhões. O Ebitda ajustado atingiu R$ 97,1 milhões, alta de 24%. A receita líquida somou R$ 304,1 milhões, expansão de 4,1%.

Totvs (TOTS3)

A Totvs fará uma oferta subsequente de ações (follow on) de 20 milhões de ações, podendo ser acrescida por mais 7 milhões por conta de um lote adicional. Se exercido de forma integral, a oferta poderá movimentar R$ 1,08 bilhão.

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