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Destaques da Bolsa

Vale e siderúrgicas sobem até 10% e Anima dispara 17% “sem motivo”

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta pela sétima sessão seguida nesta quarta-feira (7), acompanhando as bolsas americanas e “ignorando” o novo adiamento da votação dos vetos presidenciais por falta de quórum na Câmara dos Deputados. 

O movimento foi puxado, principalmente, pela disparada das ações ligadas a commodities e bancos. Um relatório do Morgan Stanley desta quarta-feira destacou que está na hora de comprar ações dos mercados emergentes e commodities, cujos valuations parecem atrativos neste momento. Para conferir o relatório, clique aqui

Por outro lado, as ações de empresas exportadoras seguiram em forte queda, mesmo com o dólar virando para alta para fechar a R$ 3,87.  

Confira os principais destaques de ações da Bolsa nesta sessão:

Rali das commodities
As ações das empresas ligadas a commodities seguiram forte rali desde o fechamento do dia 28 de setembro, que coincide com o movimento de virada do Ibovespa depois de fortes quedas. 

Nesta quarta-feira, o Morgan Stanley recomendou “compra gritante” de ações dos mercados emergentes e mineradoras. Segundo o banco, as estrelas estão se alinhando para tornar os mercados emergentes e as ações das mineradoras boas apostas de investimentos no quarto trimestre. Os analistas recomendam aumentar exposição nesses ativos dada a combinação de valuation atrativo e uma aparente inflexão no sentimento macroeconômico. 

Na Bolsa, dispararam as ações da Vale (VALE3, R$ 20,15, +10,05%; VALE5, R$ 15,85, +6,23%), Bradespar (BRAP4, R$ 9,48, +5,92%), holding que detém forte participação na Vale, e siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 4,70, +5,86%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 3,38, +5,30%), Gerdau (GGBR4, R$ 6,43, +6,99%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,39, +2,11%). A Petrobras (PETR3, R$ 10,40, +5,16%; PETR4, R$ 8,47, +3,42%) também subiu forte, mas bem distante da máxima do dia, quando as ordinárias chegaram a bater alta de 11%. Os papéis perderam força juntamente com os preços do petróleo no mercado internacional. No mesmo momento, o petróleo Brent, usado como referência pela estatal, subia “apenas” 0,69%, depois de dados referentes a semana passada de estoque de petróleo virem acima do esperado pelo mercado . 

Sobre as siderúrgicas, merece menção ainda que o mercado especula possibilidade das companhias iniciarem vendas de ativos para aliviar seu endividamento. A primeira delas poderia ser a CSN, conforme apurou o Broadcast, que informou que há grande interesse de investidores estrangeiros pelo Terminal de Contêineres (Tecon), em Sepetiba. A venda desse ativo da CSN deverá estrear a lista de desinvestimentos da empresa, que busca reduzir o seu endividamento, e ajudar a companhia a levantar R$ 1 bilhão com a venda integral do Tecon até o fim do ano, segundo fontes. 

Educacionais
O dia foi de alta para os papéis do setor de educação, que sofrem desde o fim do ano passado com as mudanças do setor, principalmente envolvendo o Fies. O destaque do dia, porém, ficou com a Anima (ANIM3, R$ 12,49, +17,39%), que disparou mais forte que seus pares. Procurados pelo InfoMoney, analistas não souberam explicar o movimento, mas ressaltaram que a ação já caiu muito mais que as outras educacionais. Apesar da disparada de hoje, os papéis da companhia acumulam perdas de 64% em 2015.

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Outro fator que poderia explicar tal movimento, mas que não pôde ser confirmado, é o recente programa de recompra de ações anunciado pela Anima. Na segunda-feira, a companhia informou que pretende comprar, no prazo de até um ano, 3.648.297 ações, ou 10% do total em circulação.

No pregão de hoje, duas das 5 instituições selecionadas para intermediar o programa estão entre as de maior saldo comprador de ações. O Credit Suisse e o Merrill Lycnh estão em segundo e quarto lugares, respectivamente, como bancos que intermediaram mais compras no dia, somando juntos 30% das aquisições.

Dentro do setor, subiram ainda a Estácio (ESTC3, R$ 15,32, +3,30%), Kroton (KROT3, R$ 9,43, +5,25%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 8,89, +5,83%). No caso desta última, ontem o Ministério da Educação (MEC) autorizou 41 novos cursos de graduação em instituições de ensino pertencentes ao grupo. Das autorizações, 56% são nas áreas de saúde, engenharia e licenciatura, correspondendo a 9,2 mil novas vagas, das quais 85% destinadas a região Nordeste e 15% para a região Norte do Brasil, disse a empresa.  

Exportadoras
As ações de empresas exportadoras seguiram com forte queda, mesmo com o dólar virando para alta, atingindo R$ 3,87. A exceção fica com a Fibria (FIBR3, R$ 54,50, +3,75%), que passou a subir junto com a moeda. Enquanto isso, outras empresas exportadoras recuaram: Suzano (SUZB5, R$ 17,92, -0,88%), além das empresas do setor de proteína animal JBS (JBSS3, R$ 15,75, -2,78%), Marfrig (MRFG3, R$ 6,81, -2,44%) e BRF (BRFS3, R$ 66,47, -3,53%). 

Sobre a BRF, a empresa comunicou a conclusão do programa de recompra de até 14,5 milhões de ações do período de 28 de agosto a 24 de fevereiro do ano que vem. O montante total proposto foi adquirido por um preço médio de R$ 69,80. Com base no volume médio negociado do papel de R$ 194 milhões por dia, o montante total da recompra (R$ 1,01 bilhão) correspondeu a 5,2 dias de negociação.

Além disso, uma reportagem de hoje do blog Primeiro Lugar, da Exame, apontou que o grupo J&F negocia a compra da Fibria. Segundo a nota, para não ser obrigado a fazer uma oferta pública a todos os acionistas da Fibria, cujo valor de mercado, hoje, ronda R$ 30 bilhões, o grupo tentaria viabilizar uma oferta por apenas 24,99% das ações. No final do dia, no entanto, a JBS enviou comunicado ao mercado negando a informação. 

Bancos
As ações dos bancos subiram junto com o sentimento positivo do mercado: Santander (SANB11, R$ 15,17, +8,82%), Bradesco (BBDC3, R$ 26,80, +3,47%; BBDC4, R$ 24,23, +3,59%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 17,93, +8,47%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,64, +2,85%). Em sete pregões, esses papéis já dispararam 20,27%, 15,32%, 15,29%, 25,09% e 14,0%.   

Telecoms
A TIM (TIMP3, R$ 7,83, +0,64%) informou nesta quarta-feira que não possui nenhuma discussão em andamento sobre potencial fusão com a Oi (OIBR4, R$ 3,76, +6,52%). A resposta veio após reportagem de O Estado de S. Paulo apontar que o BTG Pactual intensificou conversas com investidores para tentar acelerar o processo de consolidação da Oi, que está altamente endividada e busca uma saída para seu negócio. Uma das alternativas seria tentativa de fazer uma fusão da Oi com a TIM.

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Em comunicado, a TIM destacou que segue atenta a quaisquer oportunidades potenciais de mercado e se comprometeu a informar os acionistas sempre que existir algum ato ou fato relevante.  

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