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SÃO PAULO – A Braskem (BRKM5) liderou os ganhos da sessão desta quinta-feira (6),com alta de 6,57%, aos R$ 14,60. A empresa se aproveitou de uma sessão bastante positiva em que o Ibovespa fechou em alta de 2,56%, aos 58.321 pontos – sua melhor sessão desde 3 de agosto. Na ponta negativa, o destaque ficou com as ações da Copel (CPLE6), que caiu 1,57%, aos R$ 38,35 – ressaltando que os papéis das elétricas vivem um momento muito ruim na bolsa.
Chamou a atenção também a movimentação da empresa com maior peso no índice, a Vale (VALE3; VALE5). Os papéis ordinários recuaram 4,61%, aos R$ 34,52, enquanto os preferenciais tiveram ganhos de 4,70%, fechando aos R$ 34,09. “O minério de ferro, depois de vários dias caindo, mostrou alguma recuperação. Ainda acreditamos que ele vai voltar para cima de US$ 100 por tonelada, então uma recuperação da empresa não está fora de cogitação”, avalia Henri Evrard, analista da Infinity Asset.
Hypermarcas avança forte
Em um dia em que praticamente tudo subiu, a Hypermarcas (HYPE3) foi fortemente beneficiada pela elevação de recomendação por parte do Credit Suisse – levando as ações a fecharem em alta de 5,84%, aos R$ 13,60. “A expectativa que a parte de medicamentos da empresa passe por um reajuste de preços”, diz Evrard. Ele ressalta que a empresa possui grande exposição à esse setor, e que isso influenciaria bastante os resultados do segundo semestre.
“O relatório também ressalta que a empresa talvez precise de menor necessidade de investimentos e capital de giro em 2013”, afirma, lembrando que a diminuição da alavancagem também é esperada – e como a empresa é fortemente endividada, este é um dos temas centrais. Evrard chama a atenção para o mercado secundário de bonds, altamente correlacionado com o de ações. “E os títulos de dívida da companhia já precificaram um cenário melhor, as ações ficaram um pouco para trás”, avalia.
Preços da Braskem podem ter reajuste
Outra empresa que também chamou a atenção do analista foi a Braskem (BRKM5), que deu continuidade aos ganhos das últimas sessões e fazendo os papéis fecharem com ganhos de 14,06% na semana. “Além de se beneficiar das medidas do governo, há uma expectativa que os produtos da empresa também passem por reajuste”, acredita o analista.
Ele destaca que alguns produtos já passaram por reajustes, ao menos internacionalmente. É o caso do PVC, que já foi reajustado em 8% lá fora. “Então o mercado estima que a empresa possa passar por um ciclo de melhora no preços do produto”, bastante benéfico”, destaca Evrard.
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Imobiliárias
s ações da MRV Engenharia (MRVE3) registraram forte alta de 5,50%, valendo R$ 11,70. A construtora conseguiu uma liminar para ter seu nome retirado do cadastro de trabalho escravo do Ministério do Trabalho, o que impulsiona o movimento comprador. Os ativos MRVE3 chegaram a subir 5,59%, quando bateram sua máxima do intraday, aos R$ 11,71.
No início de agosto, empresa mineira teve dois projetos incluídos na lista do Ministério do Trabalho que reúne empregadores que tenham submetido funcionários a condições análogas às de escravo, o que provocou um forte movimento de queda nas ações. Para a exclusão definitiva do cadastro de trabalho escravo, o Ministério impõe como condição o monitoramento direto ou indireto por dois anos para “verificar a não reincidência na prática do trabalho escravo e o pagamento das multas resultantes da ação fiscal”.
Os papéis da Brookfield (BISA3) seguiram a tendência do seu par: alta de 5,13%, aos R$ 4,10. “É natural, em momento de riscos o investidor corre atrás de empresas que estão muito baratas, abaixo do valor de liquidação”, avalia Evrard. Ele destaca que a empresa está entre uma das mais baratas do setor, juntamente com Rossi Residencial (RSID3), Gafisa (GFSA3) e PDG Realty (PDGR3).
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Santander também dispara
Os papéis do Santander (SANB11) dispararam 4,56%, aos R$ 15,83. “A ação do banco é a das instituições financeiras com o valor patrimonial mais baixo”, afirma o analista – destacando que elas estão descontadas, dependendo do ponto de vista, e são opções mais baratas em relação aos outros bancos do País, como Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).
A melhora na crise europeia também colabora – mesmo que psicologicamente – já que as duas operações são distintas. “O banco sempre distanciou a operação nacional da europeia, as garantias precisam ser aqui”, afirma Marcelo Halmel, da Monte Bravo Investimentos.
ALL destoa do dia positivo na bolsa
Enquanto isso, os papéis da ALL (ALLL3) recuaram 1,44%, fechando aos R$ 8,89. “As ações vem caindo desde que a Dilma Rousseff mencionou que o setor de ferrovia vive um monopólio”, destaca Evrard. Ele diz que quando a presidente menciona o monopólio, ela está mencionando a posição da empresa no setor.
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“É um papel que está pouco atrativo para o investidor no momento, por que o mercado acredita que o governo pode vir a mudar o funcionamento do setor em que ela atua”, salienta o analista – lembrando que a presidente já utilizou a palavra “arcaíca”. O governo tem se mostrado bastante intervencionista e já mexeu com os segmentos de energia, telecomunicações e bancário durante o ano – pressionando-os.
Usiminas: realização no decorrer do pregão
O desempenho das ações da Usiminas (USIM3, USIM5) também surpreenderam. Continuando o movimento da véspera – quando a empresa foi beneficiada por medidas protecionistas governamentais -, os papéis ordinários da siderúrgica mineradora registraram ganhos 7,69% no intraday, mas inverteram para o campo negativo e chegaram a cair 2,91%, aos R$ 10,55. Contudo, os papéis ganharam força e fecharam em alta de 1,69%, aos R$ 10,85.
Os papéis preferenciais também perderam fôlego. Depois de avançar 6,51% na manhã, USIM5 fechou com alta de 1,16%, aos R$ 9,63. Nesta sessão, o Deutsche Bank disse, em relatório, que o momento é para comprar ações de Usiminas e Gerdau (GGBR4), lembrando da elevação do imposto de importação para 100 produtos.
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OSX Brasil sobe forte com volume acima da média
Os papéis da OSX Brasil (OSXB3) tiveram ganhos de 7,10%, terminando aos R$ 12,37 – depois de dispararem no final do pregão. O volume movimentado pelas ações da empresa foi bastante acima da média. OSXB3 movimentou cerca de R$ 42,9 milhões nesta quinta, enquanto a média dos últimos 21 pregões gira em torno de R$ 10 milhões.
“Os pedidos já realizados da empresa precificam a ação em R$ 15,00”, diz Evrard. Por conta disso, a empresa pode estar bastante barata e mostra recuperação com a melhora do humor no mercado. O analista ressalta que as receitas da OSX são bastante previsíveis e por conta disso fica fácil prever o preço-justo para OSXB3. Como fechou abaixo desse preço, Evrard acredita que ainda há espaço para novas altas.