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A Vale (VALE3) volta a aparecer entre os ativos mais “esticados” do Ibovespa segundo o Índice de Força Relativa (IFR). A leitura mais recente coloca o indicador em 71,89 pontos, patamar típico de sobrecompra, sugerindo que, após uma sequência intensa de altas, o papel pode estar se aproximando de um movimento de correção. No acumulado de 2025, a empresa já soma alta de 37,72%, enquanto avança 29,46% nos últimos 12 meses.
Por sua vez, a Hapvida (HAPV3) surge entre os papéis com leitura mais “descontada” do índice, exibindo um IFR de 21,09 pontos, nível típico de sobevenda — o que pode sinalizar uma oportunidade para investidores em busca de assimetrias, embora seja essencial acompanhar de perto os movimentos da companhia e os gatilhos que sustentariam uma eventual recuperação. Em 2025, o desempenho permanece negativo, acumulando queda de 56,74%, enquanto nos últimos 12 meses o papel recua 64,40%.
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IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.
Em termos práticos, isso indica que a Vale pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que Hapvida enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: Weg (WEGE3), Bradespar (BRAP4), Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3).
Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Brava (BRAV3), C&A (CEAB3), Lojas Renner (LREN3) e TIM (TIMS3), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.
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Análise técnica Vale (VALE3)
A Vale acumula alta de 37,72% em 2025 e recentemente renovou a máxima do ano em R$ 72,39, reforçando a predominância compradora no curto prazo. O ativo segue negociando acima das médias, preservando a tendência primária de alta, ainda que o afastamento atual possa abrir espaço para um movimento de correção ou mesmo lateralização nos próximos pregões.
O IFR (14), em 71,89 pontos, reforça o cenário de sobrecompra, aumentando a probabilidade de um ajuste técnico sem alterar a tendência principal. A retomada de força ocorre com rompimentos firmes acima de R$ 72,39.
Resistências: R$ 72,39; 74,42; máxima histórica nos R$ 78,48.
Suportes: R$ 69,92; R$ 66,89; R$ 63,87; R$ 62,71; R$ 61,18 e R$ 58,75.
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Análise técnica Hapvida (HAPV3)
A Hapvida intensificou o fluxo vendedor nas últimas semanas, acumulando baixa de 56,74% em 2025. O movimento recente movimento abriu um grande gap de baixa e levou o papel a renovar sua mínima histórica, agora na região dos R$ 13,86. O ativo segue negociando abaixo das médias, com um afastamento significativo que reforça a pressão vendedora.
O IFR (14) em 21,09 pontos aponta uma zona clara de sobevenda, o que pode favorecer um repique técnico — mas, para isso, seria necessária a entrada de um fluxo comprador mais consistente. Por ora, não há sinais técnicos que indiquem a formação de um repique de alta.
Resistências: R$ 15,61; R$ 16,75; R$ 17,90; R$ 20,00 e R$ 22,50.
Suportes: R$ 13,86; R$ 12,45; R$ 11,60; R$ 10,00 e R$ 9,75.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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