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Ultrapar (UGPA3) mantém rali; Hapvida (HAPV3) se aproxima da mínima histórica

Indicador técnico coloca a Ultrapar em região de sobrecompra, enquanto a Hapvida se aproxima da sobrevenda após nova sequência de quedas.

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Ultrapar (UGPA3) e Hapvida (HAPV3) estão em extremos técnicos após trajetórias bastante diferentes na Bolsa. Enquanto a Ultrapar sustenta uma forte tendência de alta e segue renovando máximas históricas, a Hapvida voltou a sofrer com a pressão vendedora e se aproxima novamente das mínimas recentes.

Na Ultrapar, o Índice de Força Relativa (IFR) alcançou 78,63 pontos, em região de sobrecompra. A leitura acompanha a forte valorização do papel, que permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e fechou a última sessão em R$ 39,13, região de máxima histórica. O avanço acelerado, porém, aumentou o afastamento em relação às médias de curto prazo e deixa o ativo mais sujeito a realizações de lucros ou períodos de consolidação, sem que isso represente, por si só, uma reversão da tendência. Em 2026, UGPA3 acumula valorização de 92,78% e, nos últimos 12 meses, sobe 101,24%.

Na Hapvida, o cenário permanece fragilizado. O IFR está em 32,96 pontos, próximo da referência de 30 para sobrevenda, após a tentativa recente de recuperação perder força. No gráfico diário, HAPV3 voltou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, permanece muito distante da média de 200 e se aproxima novamente do suporte em R$ 6,01. A configuração mantém o predomínio vendedor, e uma eventual reação ainda precisa ganhar consistência para indicar mudança na tendência. Em 2026, HAPV3 acumula queda de 57,84% e, nos últimos 12 meses, recua 83,93%.

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IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.

Na prática, esse quadro sugere que a Ultrapar (UGPA3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Hapvida (HAPV3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

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Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Fleury (FLRY3), Vibra (VBBR3), Yduqs (YDUQ3) e Assaí (ASAI3).

Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Direcional (DIRR3), CSN Mineração (CMIN3), Azzas (AZZA3), e Cury (CURY3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.

Análise técnica Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar (UGPA3) mantém uma estrutura técnica fortemente positiva no curto prazo. No gráfico diário, o papel segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e continua renovando máximas históricas, sustentando o predomínio comprador. Na última sessão, a ação avançou 0,64%, aos R$ 39,13, após atingir R$ 39,31 na máxima do pregão.

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A sequência de valorização, porém, deixou o ativo mais esticado. O IFR (14) está em 78,63 pontos, em região de sobrecompra, enquanto a cotação apresenta afastamento das médias móveis. Esse cenário aumenta a possibilidade de realização de lucros ou consolidação no curto prazo, mas, por enquanto, o gráfico não apresenta sinais claros de reversão ou perda de força da tendência.

Para prolongar o movimento de alta, o principal ponto a ser acompanhado é a máxima histórica em R$ 39,31. O rompimento desse patamar pode renovar o impulso comprador e abrir espaço para novas máximas. No sentido contrário, uma eventual perda das médias de 9 e 21 períodos, especialmente acompanhada por aumento de volume, poderia sinalizar o início de uma correção mais ampla. Por ora, contudo, a tendência permanece de alta.

Resistências: R$ 39,31; R$ 40,40; R$ 42,95; R$ 45,20 e R$ 48,90.
Suportes: R$ 38,25; 36,28; 33,84; 32,43; 29,40.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Hapvida (HAPV3)

A Hapvida (HAPV3) segue com uma configuração técnica negativa no curto prazo, após a tentativa recente de recuperação perder força. No gráfico diário, o papel voltou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e permanece bem distante da média de 200 períodos, mantendo o predomínio vendedor. Na última sessão, a ação recuou 2,82%, para R$ 6,20, novamente próxima da região de mínima.

O IFR (14) caiu para 32,96 pontos, aproximando-se da região de sobrevenda e reforçando a perda de força observada nas últimas sessões. Apesar da possibilidade de repiques técnicos diante do nível mais pressionado do indicador, o gráfico ainda não apresenta sinais consistentes de reversão da tendência de baixa.

Para buscar uma recuperação, considero importante inicialmente a retomada das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de R$ 6,61/R$ 6,67, seguida pelo rompimento da resistência em R$ 7,38. Acima desses níveis, o fluxo vendedor pode perder força. No sentido contrário, a região de R$ 6,00 permanece como suporte decisivo: sua perda pode intensificar a pressão vendedora e abrir espaço para novas mínimas.

Resistências: R$ 6,67; R$ 7,38; R$ 7,81; R$ 8,81 e R$ 9,48.
Suportes: R$ 6,00; R$ 5,24; R$ 4,75; R$ 4,00; e R$ 3,68.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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Rodrigo Paz
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