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A possível entrada da canadense Alimentation Couche-Tard na Ipiranga, por meio da aquisição de uma participação na Ultrapar (UGPA3), pode representar um marco para o setor de distribuição de combustíveis no Brasil, na avaliação do Bradesco BBI.
Segundo reportagem do Broadcast, as empresas estariam em negociações. Para os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, a operação seria a primeira grande transação do segmento desde a melhora estrutural da indústria, impulsionada pelo avanço das medidas de combate à informalidade.
Por volta das 10h27, as ações da Ultrapar subiam 0,22%, cotadas a R$ 27,59. Na sexta, os papéis subiram 3,5%, fechando em uma máxima desde o final de maio
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A dupla destaca que, além da atratividade estratégica da Ipiranga, a operação poderia evidenciar o valor dos ativos da Ultrapar, uma vez que a avaliação implícita de mercado para os demais negócios do grupo permanece bastante descontada.
“Outro ponto de atenção é o segmento de conveniência, área central para a estratégia da Couche-Tard e responsável por aproximadamente metade de seu lucro bruto, mas que historicamente enfrenta desafios de rentabilidade e escala no Brasil”, comentam.
Do ponto de vista do comprador, a transação também parece financeiramente atrativa, considerando que as ações das distribuidoras de combustíveis negociam a múltiplos significativamente inferiores aos da própria Couche-Tard, apesar de apresentarem retornos sobre o capital investido mais elevados. Dessa forma, uma eventual negociação pode funcionar como catalisador tanto para a reprecificação da Ultrapar quanto de outras ações de empresas do setor, como a Vibra (VBBR3).
O Bradesco BBI manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 38.