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SÃO PAULO – Os tributos podem representar até 36,54% do preço final dos doces típicos de Festas Juninas, de acordo com dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
O percentual está embutido no preço final do amendoim, da cocada, da paçoca e do pé-de-moleque. O levantamento ainda revela que embora alta, a maior carga tributária não é encontrada nos doces, mas nas bebidas.
O brasileiro chega a pagar 81,87% em tributos no preço final da cachaça. No quentão, eles chegam a 61,56% do preço final, na cerveja, a 54,80%, e no vinho, a 54,73%. No caso dos refrigerantes, a tributação é de 45,80%.
Segundo o instituto, entre os principais tributos que oneram o preço final dos produtos e serviços, está o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cujas alíquotas variam conforme o Estado e o produto ou serviço. Além do imposto estadual, há ainda as contribuições federais ao PIS (Programa de Integração Social) e à Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que incidem sobre o faturamento das empresas, e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Outras comidas
O arroz doce pode sair mais caro por conta da carga tributária do arroz, que chega a representar 15,34% do preço final do produto. O mesmo ocorre com o bolo de fubá, que pode ficar mais caro devido à carga tributária do fubá, que alcança 25,28% do preço final.
A tabela abaixo mostra a tributação em outros produtos típicos da festa junina:
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| Carga Tributária nos produtos típicos da Festa Junina | |
| Produto | Percentual de tributos |
| Cachorro-quente | 21,41% |
| Canjica | 35,38% |
| Milho cozido | 18,75% |
| Milho verde (vidro) | 26,05% |
| Pinhão | 24,07% |
| Pipoca (milho) | 34,82% |
| Fonte: IBPT/Estudo sobre o Verdadeiro Custo da Tributação Brasileira | |
Festa cara
Ainda segundo o levantamento do Instituto, até na fantasia típica da festa junina o consumidor paga caro por conta dos tributos que, em uma camisa xadrez, chegam a representar 34,67% do preço final, e no chapéu de palha, correspondem a 33,95%.
Nos fogos de artifício, os tributos representam 61,56% do valor desembolsado pelo brasileiro e, na caixa de fósforos, 33,87%.