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Tom positivo em NY é incapaz de empolgar Ibovespa, em meio a recuo de 4% do petróleo

As quedas das matérias-primas se dão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito ontem que foi informado que execuções pelo regime de Teerã contra manifestantes "acabaram"

Estadão Conteúdo

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Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS
Painel de cotações na B3. Fonte: Amanda Perobelli/REUTERS

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O tom positivo dos índices de ações em Nova York é insuficiente para empolgar o Ibovespa no início do pregão desta quinta-feira, 15, devido ao declínio das commodities. O petróleo cai mais de 4% e o minério de ferro fechou com desvalorização de 1,03 em Dalian, na China. A agenda de indicadores no Brasil conta com as vendas varejistas de novembro, divulgadas há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e dados de produção da Anfavea, a associação das montadoras.

“As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) devolvem um pouco dos ganhos recentes, que ajudaram o Ibovespa, enquanto as ações da Vale (VALE3) sobem, ajudando a segurar o indicador”, diz Rubens Cittadin, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

As quedas das matérias-primas se dão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito ontem que foi informado que execuções pelo regime de Teerã contra manifestantes “acabaram”, o que reduz o risco e uma ação militar pelos EUA.

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Entre as divulgações hoje no exterior estão discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA e balanços do quarto trimestre, como Goldman Sachs e Morgan Stanley. Ao mesmo tempo, traz alívio aos juros dos Treasuries a afirmação de Trump de que não pretende demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, apesar de investigação contra a autoridade monetária.

Os juros dos Treasuries e o dólar ante moedas rivais aceleraram alta após dados de pedidos de auxílio-desemprego ficarem abaixo do esperado, enquanto o índice Empire State superou as expectativas.

No Brasil, o IBGE informou que as vendas varejistas. No geral, os resultados superaram as expectativas, sugerindo atividade aquecida. As vendas do comércio subiram 1,0% em novembro ante outubro, ficando menor do que o teto de alta de 0,9% das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, as vendas cresceram 0,7% em novembro ante outubro, acima da mediana de 0,4%.

Nesta manhã, os juros futuros têm viés de alta, enquanto o dólar ante o real cede para R$ 5,3970, em queda de 0,07%. A indicação para cima nas taxas futuras pode dificultar elevação de algumas ações na B3 mais sensíveis ao ciclo econômico, e ser obstáculo para início de corte imediato da taxa Selic.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 1,96%, aos 165.145,98 pontos, em nível inédito. Hoje, renovou máxima história a 165.630,82 pontos, com alta de 0,29%, superando a da véspera em 165.146,49 pontos. Iniciou a Sessão aos 165.179,75 pontos, em elevação de 0,02%, e atingiu mínima de 165.005,21 pontos, com recuo de 0,09%.

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Petrobras cedia entre 0,91% (PN) e 1,11% (ON). Já Vale subia 0,47%. O Índice Bovespa cedia 0,025, aos 165.132,48 pontos.