TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3) devem registrar fortes resultados no 4º tri; confira projeções

Projeção é de crescimento da receita das teles, puxada por serviços móveis

Camille Bocanegra

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Resultados sólidos, com crescimento na receita na comparação anual e lucros impulsionados por serviços móveis.

Para o JPMorgan, este será o resumo das estimativas de telecomunicações brasileiras na próxima temporada de resultados do quarto trimestre de 2023.

A TIM (TIMS3) inaugura a temporada das teles, com balanço a ser divulgado nesta terça-feira ( 6), após o fechamento do mercado. A visão dos analistas é de que a companhia poderá seguir como beneficiada pelo aumento de preços nos pós-pagos e também se beneficiar, no quarto trimestre, pelo aumento nos preços no segmento de pré-pagos.

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O JPMorgan estima estabilidade para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado e espera que haja atualização das projeções (guidance) de um a três anos.

Dentre os pontos de atenção que deverão ser analisados no balanço estão a dinâmica da receita média por usuário dos serviços móveis e o aumento de despesas com pessoal e as despesas gerais e administrativas, que aumentaram nos trimestres anteriores.

“O crescimento das receitas da TIM é impulsionado por aumentos de preços e por uma dinâmica competitiva favorável, enquanto que a rescisão do contrato TSA com a Oi deverá ter um impacto positivo na rentabilidade”, avalia o research da XP.

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A rival Vivo (VIVT3), que reportará seus resultados no dia 20 de fevereiro, deverá apresenta sólida taxa de crescimento no segmento móvel e expansão de margens na comparação anual, avalia o JPMorgan. Entre trimestres, a expectativa é que haja contração, ainda que a sazonalidade seja positiva, uma vez que as margens no terceiro trimestre se beneficiaram de efeitos pontuais.

O JPMorgan ressalta que o ganho de R$ 244 milhões no acordo com a Oi (OIBR3) impulsionou as margens no período passado e este será um dos destaques do balanço. Além disso, o banco destaca a dinâmica de receita média por usuários de serviços móveis e os volumes de vendas de pós-pago.

“Os ajustes de preços feitos aos clientes ao longo do ano também devem contribuir para o crescimento da receita. No segmento fixo, a Vivo aproveitou as adições líquidas de fibra para compensar o declínio das receitas non-core dos acessos antigos, ao mesmo tempo que implementou aumentos de preços. Prevemos um crescimento anual da receita líquida de 7,1%”, considera a XP.
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O Bank of America (BofA) prevê outro ano de crescimento real para o setor, com aumento de preços previstos para abril e maio, de acordo com os orçamentos/estratégias divulgados pelas companhias. Para a próxima temporada de balanços, a expectativa é de avanço de 9% nas receitas de serviços móveis para a Vivo contra 7,3% da TIM, com ambas apresentando gastos de capital (capex) abaixo das orientações fornecidas anteriormente.

Dentre as duas líderes do setor, o BofA tem preferência pela Vivo, considerando o impulso operacional mais forte da companhia e crescimento mais elevado nas receitas de serviços móveis.

Com o mesmo otimismo, o BTG Pactual entende que a Vivo deverá manter as tendências positivas apresentadas no trimestre anterior, em especial com foco em receitas de serviços móveis. Para esta linha, o banco espera o crescimento de 8% na comparação anual, um pouco acima dos 7% projetados para a TIM.

A concorrente deve reportar também bons resultados, de acordo com a análise, e deverá manter a capacidade de precificação no primeiro semestre de 2024. O aumento virá após alterações no ICMS na virada do ano.

Confira as projeções do consenso LSEG para o setor:

TIM Vivo
Lucro líquido*960 milhões1,42 bilhão
Ebitda*3,19 bilhões5,7 bilhões
Receita* 6,28 bilhões13,6 bilhões
*(em reais)